Aras determina revisão de investigações sobre Maia
Integrantes da equipe do procurador Augusto Aras teriam visto inconsistências na acusação contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM)-RJ), que pode levar meses para ser refeita. O parlamentar entra em seu último ano na presidência da Casa e já foi uma das principais vozes críticas ao governo Jair Bolsonaro
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247 - O procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou a revisão das investigações sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), após ter recebido de sua antecessora, Raquel Dodge, os inquéritos supostamente prontos para oferecimento de denúncia. Integrantes da equipe de Aras teriam visto inconsistências na acusação, que pode levar meses para ser refeita. Maia entra em seu último ano como presidente da Câmara (termina em janeiro de 2021) e já foi uma das principais vozes críticas ao governo Jair Bolsonaro.
Uma das investigações sobre Maia decorreu da colaboração premiada da Odebrecht, em 2017, e está aberta para consulta pública no Supremo Tribunal Federal. Em agosto do ano passado, a Polícia Federal apontou indícios de que o parlamentar cometeu os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e “caixa três” envolvendo supostos repasses da empreiteira ao deputado e a seu pai, o ex-prefeito do Rio e atual vereador César Maia (DEM).
De acordo com a PF, Maia e o pai receberam pagamentos de R$ 1,6 milhão em espécie em 2008, 2010, 2011 e 2014. Cerca de R$ 750 mil teriam sido repassados quando os dois não eram candidatos (R$ 300 mil em 2008) ou fora do período eleitoral (R$ 450 mil em dezembro de 2010 e janeiro de 2011). Rodrigo Maia nega irregularidades.
Aras tem dito que investigações penais precisam ser cuidadosas para não criminalizar a atividade política. Ao se lançar candidato à PGR, no ano passado, ele criticou a Operação Lava Jato, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
"Houve a personalização da Lava Jato que resultou na debacle da economia nacional. Não se preservou o legado empresarial [...] e, antes disso, atingiu a política partidária. Não foi preservado o caráter necessário da política como única solução adequada para a vida em sociedade, ou seja, criminalizou-se a atividade política", disse.
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