Aras cita possível quebra de decoro de Aziz por falar em “lado podre” das Forças Armadas

O procurador-geral da República afirmou ao STF que a declaração do presidente da CPI não é crime e não merece ser investigada, mas que pode configurar, em tese, quebra de decoro parlamentar

Augusto Aras e Omar Aziz
Augusto Aras e Omar Aziz (Foto: ABr | Jefferson Rudy/Agência Senado)


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247 - Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que a declaração do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), sobre haver um “lado podre nas Forças Armadas” não é crime e não merece ser investigada, mas que pode configurar quebra de decoro parlamentar.

A declaração do PGR era sobre pedido apresentado pelo vereador de Niterói (RJ) Douglas Gomes (PTC) para que o Supremo abrisse um inquérito para apurar a conduta de Aziz durante uma sessão da CPI. 

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Na ocasião, no início de julho, o parlamentar afirmou que há muitos anos o Brasil “não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo”. 

O senador também disse que “os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia”, em referência a militares citados na Comissão Parlamentar de Inquérito e que integram o governo.

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A declaração desencadeou em uma crise entre o Senado, o governo Bolsonaro e as Forças Armadas, que chegaram a emitir uma nota conjunta com o Ministério da Defesa contra o senador. Omar Aziz rebateu a nota e exigiu uma posição mais firme por parte do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-RO), que se manifestou no dia seguinte.

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