Anastasia aprova dispensar 4 testemunhas para acelerar impeachment

O relator da comissão, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), deu parecer favorável à dispensa, gerando polêmica entre os senadores que são contrários ao impeachment; o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, protestou contra a dispensa das testemunhas e contra a imposição do limite de 3 minutos para as respostas dos depoentes; Cardozo alegou que entendia a imposição de limite para as perguntas dos senadores, mas não para as repostas

O relator da comissão, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), deu parecer favorável à dispensa, gerando polêmica entre os senadores que são contrários ao impeachment; o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, protestou contra a dispensa das testemunhas e contra a imposição do limite de 3 minutos para as respostas dos depoentes; Cardozo alegou que entendia a imposição de limite para as perguntas dos senadores, mas não para as repostas
O relator da comissão, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), deu parecer favorável à dispensa, gerando polêmica entre os senadores que são contrários ao impeachment; o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, protestou contra a dispensa das testemunhas e contra a imposição do limite de 3 minutos para as respostas dos depoentes; Cardozo alegou que entendia a imposição de limite para as perguntas dos senadores, mas não para as repostas (Foto: Gisele Federicce)


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Agência Senado e Agência Brasil

Logo no início da reunião desta segunda-feira (13), a Comissão Especial do Impeachment aprovou a dispensa de quatro testemunhas: Marcus Pereira Aucélio, ex-subsecretário de Política Fiscal do Tesouro Nacional; Esther Dweck, ex-secretária da Secretaria de Orçamento e Finanças; Marcelo Saintive, ex-secretário do Tesouro Nacional; e Marcelo Amorim, ex-coordenador-geral de Programação Financeira do Tesouro Nacional.

O relator da comissão, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), deu parecer favorável à dispensa. A aprovação, no entanto, não ocorreu sem polêmica. O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), autor de dois dos requerimentos de dispensa, afirmou que é preciso impor celeridade no trabalho da comissão e que os assuntos que seriam tratados por essas testemunhas já teriam sido esclarecidos. Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) afirmou que a comissão precisa funcionar para "salvar o Brasil" e criticou a tentativa de "procrastinação" da defesa.

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Já os senadores que defendem a presidente Dilma Rousseff protestaram contra a dispensa. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) destacou que duas testemunhas já estavam presentes na comissão. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) chegou a dizer que essa estratégia "não era séria" e classificou a votação de "atabalhoada". Para Lindbergh Farias (PT-RJ), a estratégia da base "deu errado", já que as testemunhas da semana passada "destruíram" a tese de impeachment.

O advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, protestou contra a dispensa das testemunhas, e o presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), concedeu prazo de 24 horas para que ele reformule sua lista de testemunhas arroladas para incluir esses dois nomes, retirando outros, se desejar.

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A defesa também protestou contra a imposição do limite de 3 minutos para as respostas das testemunhas. Cardozo alegou que entendia a imposição de limite para as perguntas dos senadores, mas não para as repostas. Lira, então, leu a resposta do presidente do processo, Ricardo Lewandowski, a um recurso sobre esse tema, na qual o ministro do STF mantém a validade do limite de tempo para as testemunhas.

O presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), chegou a suspender a reunião, por conta das divergências entre os senadores. Apesar das manifestações, a comissão aprovou a dispensa das quatro testemunhas. Duas testemunhas previstas para esta tarde ainda serão ouvidas: Leonardo Albernaz, secretário de Macroavaliação Governamental do Tribunal de Contas da União (TCU); e Tiago Alvez Dutra, secretário de Controle Externo do TCU.

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