Alvo da Zelotes, ex-ministra tem casa milionária em Brasília

Investigada na Operação Zelotes, segundo a Polícia Federal, a ex-­ministra da Casa Civil Erenice Guerra construiu uma mansão no Lago Sul, área nobre de Brasília, num terreno que foi adquirido por R$ 4,3 milhões; a negociação, ocorrida em julho de 2014, foi intermediada pelo contador José João Appel de Mattos, alvo da Operação Acrônimo, que investiga lavagem de dinheiro em nível nacional

Investigada na Operação Zelotes, segundo a Polícia Federal, a ex-­ministra da Casa Civil Erenice Guerra construiu uma mansão no Lago Sul, área nobre de Brasília, num terreno que foi adquirido por R$ 4,3 milhões; a negociação, ocorrida em julho de 2014, foi intermediada pelo contador José João Appel de Mattos, alvo da Operação Acrônimo, que investiga lavagem de dinheiro em nível nacional
Investigada na Operação Zelotes, segundo a Polícia Federal, a ex-­ministra da Casa Civil Erenice Guerra construiu uma mansão no Lago Sul, área nobre de Brasília, num terreno que foi adquirido por R$ 4,3 milhões; a negociação, ocorrida em julho de 2014, foi intermediada pelo contador José João Appel de Mattos, alvo da Operação Acrônimo, que investiga lavagem de dinheiro em nível nacional (Foto: Leonardo Lucena)


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Brasília 247 - Investigada na Operação Zelotes, a ex-­ministra da Casa Civil Erenice Guerra construiu uma mansão no Lago Sul, área nobre de Brasília, num terreno que foi adquirido por R$ 4,3 milhões. A negociação, ocorrida em julho de 2014, foi intermediada pelo contador José João Appel de Mattos, alvo da Operação Acrônimo, que investiga lavagem de dinheiro em nível nacional.

Na Zelotes, grandes empresas são suspeitas de pagar propina a integrantes do conselho para ter suas multas anuladas. Segundo a PF, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar até R$ 19 bilhões. Outro desdobramento da investigação é a suposta compra de Medidas Provisórias para a prorrogar isenções fiscais ao setor automotivo.

O lote de 1.300 m², que tinha uma antiga casa, foi comprado em nome da empresa Gaya Participações Societárias S/A, empresa que tem o marido da ex­ministra, José Roberto Camargo Campos, como sócio, com 99% de participação. A edificação foi demolida para dar espaço à planta de dois pavimentos, que deve ser concluído em seis meses. Calcula-­se que a valorização do imóvel ultrapasse os R$ 4,3 milhões pelo qual foi adquirido.

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A assessoria da Gaya afirmou que o imóvel foi comprado com "recursos próprios" de Erenice, mas que o casal usou a intermediação do contador Appel para evitar pagar mais caro, segundo informações publicadas pelo Correio Braziliense. "Trata-­se de estratégia comercial, comum no mercado imobiliário, buscando-­se evitar a especulação do preço do imóvel", disse a assessoria.

"A prova é que tão logo a compra do imóvel foi efetivada, as ações da empresa foram transferidas para o seu presidente, José Roberto Camargo Campos, comprovando a total transparência de procedimentos". De acordo com a assessoria, caso o proprietário soubesse que a compra seria feita pela ex­ministra, haveria um aumento desleal no preço do imóvel.

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O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), afirmou que houve "movimentação atípica" entre a Guerra Advogados Associados, empresa de Erenice, e o contador Appel. Entre 2011 e 2015, foram identificados R$ 2,7 milhões em pagamentos para o escritório do contador.

Outro lado

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O advogado de Appel, Daniel Gerder, admitiu que a casa pertence a Erenice e que parte do dinheiro da casa pode ter vindo dos recursos identificados pelo Coaf. Segundo ele, a compra foi declarada, incluindo as transferências de dinheiro da ex­ministra para Appel. E disse, ainda, que o contador fez a declaração de Erenice informando sobre o imóvel à Receita Federal.

Em novembro de 2010, a ex­ministra da Casa Civil Erenice Guerra renunciou ao cargo, após denúncias de tráfico de influência e lobby que envolveram seus filhos, Saulo e Israel Guerra. Ela nega envolvimento em irregularidades. Em 2015, ela passou a ser investigada na operação Zelotes por associação com o lobista e ex-­integrante do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), José Ricardo Silva. Ela teria assinado um acordo para defender os interesses da empresa de telecomunicações chinesa Huawei perante a Receita e ao próprio colegiado.

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