Aliado fez lobby por Cunha no Conselho de Ética

Evangélico e aliado do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF) admite que procurou membros do Conselho de Ética para persuadi-los a acreditar que o relatório do processo de cassação do peemedebista em tramitação está "equivocado"; ele não faz parte do conselho, mas confirmou que procurou os parlamentares para falar sobre o parecer do ex-relator, Fausto Pinato; "O que eu fiz com alguns lá foi discutir a questão jurídica do relatório. Ao meu ver, o primeiro relatório do Pinato era equivocado, o cara baseou tudo no mérito", diz Fonseca

 Ronaldo Fonseca
 Ronaldo Fonseca (Foto: Romulo Faro)


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Brasília 247 - Evangélico e aliado do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF) admite que procurou membros do Conselho de Ética para persuadi-los a acreditar que o relatório do processo de cassação do peemedebista em tramitação está "equivocado".

Ronaldo Fonseca não faz parte do conselho, mas confirmou em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que procurou os parlamentares para falar sobre o parecer do ex-relator, Fausto Pinato (PRB-SP), destituído da relatoria por uma manobra de Cunha após se posicionar a favor da admissibilidade do processo que pede sua cassação.

"O que eu fiz com alguns lá foi discutir a questão jurídica do relatório. Ao meu ver, o primeiro relatório do Pinato era equivocado, o cara baseou tudo no mérito", diz Fonseca. É a primeira vez que um parlamentar admite publicamente ter feito lobby junto a colegas do conselho a favor de Cunha.

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Mas ele nega que sua atuação tenha sido lobby. "Uai, meu Deus do céu, de onde veio esse troço? Eu nem sou do Conselho de Ética, porque eu ia pedir para votar a favor dele? Eu sou advogado, correto? O que eu fiz com alguns lá foi discutir a questão jurídica. Pedir pro cara votar, não, isso aí, não. Agora, discuti com vários, tenho vários amigos lá, discuti com vários sobre o relatório".

Questionado sobre ter feito isso por iniciativa própria ou a pedido de Cunha, o deputado do Pros disse que, por ser advogado e fazer parte da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, possui interesse pelo tema.

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"Primeiro que eu sou deputado, se for pro plenário vou ter que votar, é claro que eu estou interessado no assunto. Inclusive já peguei o voto do segundo relator, estou estudando-o, porque o recurso sobre ele vai cair na CCJ".

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