Agnelo: "Tenho certeza de que estarei no 2º turno"
O governador do DF e candidato à reeleição Agnelo Queiroz (PT) justifica a alta taxa de rejeição com erros de comunicação e herança deixada pelo último governo; aproveita para atacar Rollemberg (PSB), lembrando da proximidade entre o socialista e José Roberto Arruda (PR) antes do escândalo do 'mensalão'; "Ao contrário dos demais candidatos, nunca caminhamos com Arruda", afirmou, em entrevista à CartaCapital
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Brasília 247 - Ao ser perguntado, em entrevista à revista CartaCapital, sobre a elevada e constante taxa de rejeição nas pesquisas de intenção de votos, o candidato à reeleição para governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) atribuiu as razões à herança deixada por seu antecessor, José Roberto Arruda (PR), e aos equívocos na área de comunicação do governo, que teria sido ineficiente na divulgação dos resultados de sua gestão. A última pesquisa Datafolha aponta 48% de rejeição para Agnelo.
Por outro lado, sobre a popularidade de Arruda, mesmo após sua prisão em 2010 e com todos os obstáculos judiciais que acompanharam o ex-candidato impugnado durante toda sua campanha nestas eleições, Agnelo diz não ter explicação, e aproveita para atacar Rodrigo Rollemberg (PSB) por sua proximidade crescente ao ex-governador antes do escândalo. "Ao contrário dos demais candidatos, nunca caminhamos com Arruda."
"PSB e PT podem voltar a estar juntos, caso um dos candidatos concorra no segundo turno contra Jofran Frejat(PR)", pergunta CartaCapital. " Tenho certeza de que estarei no segundo turno", responde Agnelo. As pesquisas apontam Rollemberg como líder, tendo chegado a 35% das intenções de voto segundo o Instituto Datafolha, e Agnelo está tecnicamente empatado com Frejat, com 22% e 19% respectivamente. "É bom enfatizar que, ao contrário de todos os demais candidatos, nunca caminhamos com Arruda, cujo governo foi interrompido pela polícia", complementa Agnelo, que aproveita para provocar mais: "o Rodrigo Rollemberg esteve com Arruda e chegou ao Senado porque contou com nosso apoio irrestrito. Ele sabe que, sem nosso apoio, dificilmente hoje seria senador. Nós caminhamos juntos, construímos um projeto e, na hora que Brasília mais precisava, foi ele quem nos deu as costas. Cabe a ele responder a pergunta", conclui.
Agnelo também questiona a afirmação do Conselho Regional de Medicina (CRM) de que o DF tem a pior cobertura populacional de agentes de saúde e de Saúde da Família. "Esses números não correspondem à realidade. Pegamos o DF com uma cobertura de 7% na atenção básica; já temos 53% de cobertura, um avanço considerável", explica. Segundo o governador, no início de seu mandato, o sistema de educação estava sucateado e foi preciso reformar 300 escolas em pouco mais de um mês para poder começar o ano letivo. E quanto à segurança, justifica: "A segurança pública é uma de nossas prioridades e, embora ainda não estejamos no ideal, a verdade é que já melhorou muito. Quando assumi, Brasília estava entre as 50 cidades mais violentas do mundo; não está mais. Os índices têm caído continuamente".
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