“Afirmações de Barbosa carecem de coerência”
Presidente do Movimento de Defesa da Advocacia (MDA), Marcelo Knopfelmacher, diz que "causa estranheza" declaração do ex-presidente do STF "no sentido de que os Advogados de defesa deveriam procurar o Juiz da causa e não o Ministro da Justiça"; ele lembra que quando Joaquim Barbosa era o juiz, como no caso da Ação Penal 470, o 'mensalão', "se recusava a receber os Advogados, em franca violação ao Estatuto da Advocacia"; "As afirmações do Ministro Joaquim Barbosa carecem, com todo o respeito, de coerência", diz ele
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Brasília 247 - O Presidente do Movimento de Defesa da Advocacia (MDA), Marcelo Knopfelmacher, manifestou-se ao posicionamento do ex-ministro-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa sobre o fato de o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, receber advogados de empresas investigadas na Operação Lava Jato.
“As afirmações do Ministro Joaquim Barbosa carecem, com todo o respeito, de coerência”, afirmou o dirigente, em nota. Barbosa pediu a demissão de Cardozo, por ter recebido advogados de empresas investigadas na Lava Jato (veja aqui).
Vale ressaltar que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lembrou que ser recebido por autoridades públicas é uma das prerrogativas do advogado (leia mais aqui).
Leia abaixo a nota do MDA:
Causa estranheza a afirmação do Ministro Joaquim Barbosa no sentido de que os Advogados de defesa deveriam procurar o Juiz da causa e não o Ministro da Justiça.
Para o grande público, essa afirmação pode até fazer sentido porque a população clama por urgente apuração dos fatos envolvidos na chamada "Operação Lava Jato".
Porém, é de se lamentar que quando Sua Excelência era o Juiz, como, dentre inúmeros outros, no caso da AP 470 ("Mensalão"), se recusava a receber os Advogados, em franca violação ao Estatuto da Advocacia.
Então fica a dúvida ? A quem procurar e quando ? As afirmações do Ministro Joaquim Barbosa carecem, com todo o respeito, de coerência.
Por outro lado, se há relatos de abusos por parte das autoridades policiais nessas escandalosas operações, por exemplo, é natural que seja solicitada, por parte dos Advogados, uma audiência com o Chefe da Polícia, que é o Ministro da Justiça, dentro do estrito dever e das prerrogativas profissionais asseguradas pelo Estatuto da Advocacia.
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