2ºturno no DF: de que lado ficarão PT e PSDB?

Cortejada por petistas e tucanos, Marina Silva (PSB) estará no palanque de Rollemberg (PSB) e poderá influenciar decisivamente a formação de alianças para o segundo turno das eleições para governador do Distrito Federal; tal qual Marina, Rollemberg enfatiza questões programáticas, se mostra aberto a alianças e aguarda as propostas dos outros partidos

Cortejada por petistas e tucanos, Marina Silva (PSB) estará no palanque de Rollemberg (PSB) e poderá influenciar decisivamente a formação de alianças para o segundo turno das eleições para governador do Distrito Federal; tal qual Marina, Rollemberg enfatiza questões programáticas, se mostra aberto a alianças e aguarda as propostas dos outros partidos
Cortejada por petistas e tucanos, Marina Silva (PSB) estará no palanque de Rollemberg (PSB) e poderá influenciar decisivamente a formação de alianças para o segundo turno das eleições para governador do Distrito Federal; tal qual Marina, Rollemberg enfatiza questões programáticas, se mostra aberto a alianças e aguarda as propostas dos outros partidos (Foto: Leonardo Araújo)


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Brasília 247 - Definido o segundo turno na disputa pelo governo do Distrito Federal, é hora de reposicionar as peças no tabuleiro. Rollemberg (PSB) obteve 45,23% dos votos válidos, o equivalente a 692,8 mil eleitores, e seu adversário Jofran Frejat (PR) alcançou 27,97%, com 428,5 mil votos. Nas próximas semanas, os demais candidatos e seus partidos decidirão quem apoiar, certamente, influenciados pela corrida presidencial.

Com a definição do segundo turno entre a presidenta Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (PSB), terceira colocada, está a peso de ouro. Aécio se diz de "braços abertos" para a ex-ministra, mas o tucano é o voto declarado de José Roberto Arruda (PR), ex-governador do DF que desistiu da candidatura a um novo mandato após ser impugnado pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Em seu lugar, entrou Frejat. Fica a dúvida quanto a qual poderiam ser as condições de Marina - para quem os palanques estaduais tiveram muita importância ao longo de toda a campanha - quanto ao posicionamento do PSDB no segundo turno para governador do DF. A candidata poderá pressionar a favor de Rollemberg.

Enquanto isso, segundo o G1, logo após a votação de domingo (5) do segundo turno das eleições, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou que o PT está disposto a convencer Marina a apoiar a candidatura petista no segundo turno e que, para isso, o partido pode incluir no programa de governo propostas defendidas pela ex-senadora no primeiro.

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Segundo informações, a cúpula do PT estaria cogitando a hipótese de pedir ao governador Agnelo Queiroz (PT), eliminado da disputa pela reeleição, que ofereça apoio a Rollemberg. PT e PSB já estiveram juntos em diversos momentos, embora recentemente a relação esteja abalada, inclusive no DF. Nada que uma disputa presidencial não seja capaz de revitalizar.

Como informa o Jornal de Brasília, o candidato do PSB diz que não pretende buscar apoio de partidos para o segundo turno, mas vai dialogar com a população, em busca de votos. “Vamos continuar buscando o apoio da população. Voto não tem dono. Cada pessoa é dona do seu”, afirmou. “Não vamos procurar partidos ou candidatos. Todos os que queiram apoiar nosso programa de governo sem absolutamente nada em troca, apenas pelo desejo de mudança, serão muitos bem-vindos”, disse, garantindo que ainda não foi procurado por nenhum partido.

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No DF, se vai acomodar o PT no governo, em caso de um possível apoio, Rollemberg diz que não discute isso. “O candidato Agnelo tinha apoio de mais de 15 partidos e não foi sequer para o segundo turno. Isso é uma demonstração clara de que a população não se sente representada adequadamente pelos partidos”.

O discurso de esvaziamento do sistema partidário adotado por Rollemberg é uma forte influência herdada de Marina, que desde o início, em seus comícios, ainda ao lado de Eduardo Campos (PSB), insistia em enfatizar que seus fartos resultados obtidos na capital federal em 2010 provinham da aproximação direta com os "núcleos vivos da sociedade", dispensando os partidos como meros intermediários políticos.

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O fato é que, no DF, Marina Silva (PSB) apoiará Rollemberg (PSB) e a candidata dispõe de grande capital eleitoral em Brasília, algo incompatível com a tendência natural de aliança entre Frejat e o candidato Luiz Pitiman (PSDB), que ficou em quarto lugar com 4,46% dos votos. Pitiman é o candidato de Aécio Neves, em quem Arruda declaradamente vota. Para Aécio é muito mais importante, no momento, trazer Marina para perto de si. Portanto, fica a dúvida: em defesa de Rollemberg, Marina poderá embargar algum apoio do PSDB à Frejat?

A diferença entre Rollemberg e Frejat no primeiro turno é considerável, mas a coligação do ex-secretário de Saúde do DF comemora o resultado obtido em apenas 20 dias de campanha após a saída de José Roberto Arruda (PR), impuganado com base na Lei da Ficha Limpa. "Em vinte dias apenas, nós derrotamos o Agnelo. Temos agora 20 dias para vencer o clone do Agnelo que é o Rodrigo. Temos experiência, conhecimento e não temos nada decorado. Temos uma estratégia de trabalho para entregar para a população de Brasília”, disse Freja em discurso ontem à noite no comitê do PR, à beira da via EPTG, que liga o Plano Piloto a Taguatinga e Ceilândia.

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