‘Não entendo por que os militares se prestam a isso’, diz Celso Amorim sobre ameaça de volta à ditadura por Bolsonaro
“Aquilo que o Bolsonaro prometeu ele tem feito, que é destruir, destruir tudo. Eu não consigo entender bem qual é o objetivo, mesmo politicamente eu não entendo”, falou à TV 247 o ex-ministro. Assista
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247 - Nos últimos dias Jair Bolsonaro voltou a ameaçar o Brasil com a instauração de uma nova ditadura militar no país. Em entrevista à TV 247, o ex-ministro Celso Amorim, que conviveu com os militares enquanto comandava o Ministério da Defesa, disse que não entende o motivo pelos quais as Forças Armadas dão sustentação ao plano autoritário de Bolsonaro.
Amorim também disse não compreender qual o objetivo político de Bolsonaro com tanto desmonte e destruição e negou a ideia de que exista articulações do mercado financeiro por trás da política do atual governo federal. “Eu sinceramente tenho dificuldade de entender. Se dissessem: ‘isso é interesse do capital financeiro’, eu não consigo entender. O Soros é capital financeiro e não tem interesse em destruir a humanidade, ele quer que as pessoas sejam consumidoras para as economias girarem. Então eu acho que é uma coisa mais profunda de destruição. Aquilo que o Bolsonaro prometeu ele tem feito, que é destruir, destruir tudo. Eu não consigo entender bem qual é o objetivo, mesmo politicamente eu não entendo”.
“O que está acontecendo é isso, uma coisa de destruição, de morte. Estou lendo um pouquinho do Paulo Freire e ele fala uma coisa interessante, que é como a opressão está ligada ao instinto de morte, que é o que está presente. Agora, por que os militares se prestam a isso e aceitam isso é algo que eu não entendo. Não entendo. Eu conheci muitos militares, pessoas equilibradas. Não quero que militar seja de esquerda, quero que militar seja legalista, que apoie a lei e a Constituição. É o que eu quero”, concluiu.
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