Zelensky diz que algemas russas são piores que mísseis

"Não vamos sentar à mesa de negociações por medo, com uma arma apontada para nossas cabeças", disse o líder ucraniano em discurso

Celebração do Dia da Independência em Kiev 24/8/2022
Celebração do Dia da Independência em Kiev 24/8/2022 (Foto: REUTERS/Gleb Garanich)


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247 com Reuters - A Ucrânia "renasceu" quando a Rússia invadiu seis meses atrás, disse o presidente Volodymyr Zelensky nesta quarta-feira, ao marcar 31 anos da independência de seu país da União Soviética,  com a promessa de expulsar completamente as forças russas.

Após dias de alertas de que Moscou poderia usar o aniversário do Dia da Independência da Ucrânia para lançar mais ataques com mísseis nas principais cidades, a segunda maior cidade, Kharkiv, estava sob toque de recolher depois de meses de bombardeio.

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O aniversário caiu exatamente seis meses depois que a Rússia enviou dezenas de milhares de tropas para a Ucrânia.

Em um discurso emocionado a seus compatriotas, Zelensky disse que o ataque reavivou o espírito da nação.

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"Uma nova nação apareceu no mundo em 24 de fevereiro às 4 da manhã. Não nasceu, mas renasceu. Uma nação que não chorou, gritou ou se apavorou. Que não fugiu. Não desistiu. E não esqueceu", afirmou.

O líder de 44 anos, falando em frente ao monumento central de Kiev à independência em seu uniforme de combate, prometeu recapturar áreas  do leste da Ucrânia, bem como a península da Crimeia.

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"Não vamos sentar à mesa de negociações por medo, com uma arma apontada para nossas cabeças. Para nós, o ferro mais terrível não são mísseis, aviões e tanques, mas algemas", disse.

Mais tarde, ele e sua esposa participaram de uma cerimônia na catedral de Santa Sofia em Kiev, juntamente com líderes religiosos de todas as principais religiões da Ucrânia.

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"Todo o nosso povo está torcendo por nós. O país inteiro está, e outros países que nos ajudam também. Nosso espírito de luta é maior que o deles", declarou um soldado chamado Yevhen à Reuters, recusando-se a dar seu sobrenome.

O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse em uma reunião de ministros da Defesa no Uzbequistão que a Rússia havia deliberadamente desacelerado o que chama de "operação militar especial" na Ucrânia para evitar baixas civis.

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