Xi Jinping e Emmanuel Macron conversam por telefone
Os dois líderes conversaram sobre as relações bilaterais e os problemas globais, incluindo o conflito na Ucrânia
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Rádio Internacional da China - O presidente chinês, Xi Jinping, conversou na tarde desta terça-feira (10), por telefone, com o presidente da França, Emmanuel Macron.
Xi Jinping disse que manteve intercâmbios estreitos com o presidente francês nos últimos cinco anos, o que garantiu o bom desenvolvimento das relações sino-francesas e promoveu a cooperação bilateral para obter êxitos frutíferos, demonstrando as responsabilidades dos grandes países nas questões das mudanças climáticas e na proteção da diversidade biológica.
Perante as grandes mudanças sem precedentes no mundo, a China e a França, dois grandes países independentes e autônomos e membros do Conselho de Segurança da ONU, devem persistir na aspiração inicial ao estabelecimento das relações diplomáticas de “independência e autonomia, compreensão mútua, com olhar de longo alcance, e benefícios recíprocos”.
O presidente chinês defendeu ainda uma parceria estratégica abrangente, estreita e duradoura, com respeito aos interesses essenciais e preocupações relevantes da outra parte, além de manter colaboração próxima nos assuntos bilaterais, sino-europeus e globais.
Segundo Xi Jinping, os dois países precisam fazer, por meio do diálogo, uma boa elaboração sobre as prioridades de cooperação nos próximos cinco anos. Além de promover as áreas tradicionais como energia nuclear civil e espaço aéreo, as duas nações devem também trabalhar nos setores emergentes, incluindo a inteligência artificial e as energias limpas. A China está disposta a expandir a importação dos produtos franceses e acolher as empresas do país para desenvolverem cooperação na China.
O líder chinês assinalou que o bom desenvolvimento dos laços entre a China e a Europa atende aos interesses dos povos da China, da Europa e do mundo. Xi Jinping espera que a França ajude a União Europeia a adotar um conhecimento correto sobre a China, a atuar na mesma direção com os chineses, a controlar adequadamente as divergências e a aprofundar, com base nos interesses comuns, os intercâmbios nas áreas econômico-comercial, verde, digital e cultural.
Já o presidente francês disse que, desde o estabelecimento das relações diplomáticas, os dois países sempre adotaram o espírito de abertura para desenvolver ativamente a amizade. Nos próximos cinco anos, a França quer aprofundar a cooperação com a China nas áreas da agricultura, aviação civil, energia nuclear civil e cultura e na colaboração em ações sobre mudanças climáticas e proteção da biodiversidade.
Os dois líderes também trocaram opiniões sobre a situação na Ucrânia. Ambos defendem que as partes concernentes devem apoiar as negociações entre russos e ucranianos na busca do restabelecimento da paz. Macron afirmou que, na questão da Ucrânia, a França compartilha de mais consenso com a China. O governo francês e a União Europeia defendem a estratégia de independência e autonomia e não concordam nem participam dos confrontos entre grupos.
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