William Tonet: Lula foi um farol para a África
Criança soldado na infância, militante do MPLA na juventude e atualmente destacado advogado e jornalista, o angolano William Tonet faz um resgate histórico da história de seu País e das parcerias que estimularam o crescimento econômico de sua nação, fruto dos gestões petistas; "Lula foi um farol para a África", ressalta; assista a íntegra da entrevista
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TV 247 - O jornalista, advogado e professor de Direito Constitucional, William Tonet, concedeu entrevista à TV 247, nesta semana, relatando os conflitos históricos ocorridos em sua pátria Angola por conta do colonialismo, os anos de revolução como membro do MPLA e a conjuntura atual do País. Ao analisar o legado de Lula em seu continente, o jornalista é categórico: "O ex-presidente foi um farol para a África".
William Tonet conta que, na ânsia de livrar Angola do regime colonialista, intelectuais do País optaram pela luta armada e revolucionária para libertar a nação. "A contragosto de minha mãe, meu pai, um dos fundadores da 1ª Região Político-Militar do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), me levou para a guerrilha quando tinha apenas três anos", relembra o jornalista.
Então ele cresceu como “criança soldado”. Aos 8 anos de idade já dominava as comunicações militares. "A criança cresce na guerrilha e sua primeira carteira é uma granada, uma arma ou munição", relata Tonet.
Tonet foi um dos responsáveis pela organização dos pioneiros do MPLA em Luanda, e também um dos comandantes que levou o porta-bandeira, em 11 de Novembro de 1975, no dia da proclamação da Independência, quando a revolução tornou-se vitoriosa.
Na sequência, trabalhou no gabinete do ministro da Administração Interna, comandante Nito Alves, sendo responsável das comunicações e dos assuntos juvenis, uma espécie de juventude orqanizada do MPLA.
Porém, mais tarde ,Tonet se torna um crítico do sistema de governo angolano. "Cresci com a formação do meu pai de que os princípios são invioláveis, preferi abdicar se certas regalias e privilégios", esclarece.
Atualmente, Tonet é um jornalista independente e possui seus próprios meios de comunicação na Angola, incluindo o jornal F8.
Brasil e Angola
Ao citar as parcerias econômicas entre Brasil e Angola, Tonet relata que a operação Lava Jato afastou a participação de diversas empresas de seu País. "Por conta de caprichos internos o Brasil estamos tendo um prejuízo econômico imenso", lamenta.
o jornalista resgata os tempos áureos de crescimento econômico obtido nas gestões petistas; "Lula foi um farol para a África, ele conseguiu levar para Angola diversas parcerias econômicas estratégicas", observa Tonet.
Judiciário brasileiro: Chacota
Ao analisar as arbitrariedades de parcelas do judiciário brasileiro, Tonet é categórico. "Se você coloca um homem como Lula atrás das grades e não fundamenta seu processo, isso é considerado um crime. o Judiciário brasileiro será alvo de chacota", expõe.
Ele destaca que Lula está preso por ser um mártir político. "Ele ultrapassou muitas barreiras. Eu, particularmente, considero que Lula está livre, pois, quando existe um esforço tamanho para limitar os passos de um homem, este homem está livre, e seu caminhar que afugenta seus algozes ", conclui William Tonet.
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