Voo 447: Relatório final aponta erros técnicos e humanos
De acordo com conclusão da trágedia, divulgada hoje em Paris, o piloto automático se desligou duas horas após o início das turbulências e os pilotos não cumpriram com suas responsabilidades
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247, com agências – O relatório sobre o acidente causado pela queda do avião 447 no voo Rio-Paris, em 2009, concluiu que a tragédia foi provocada por uma combinação de erros técnicos e humanos. A conclusão foi tornada públicada nesta quinta-feira em Paris pelo Escritório de Investigações e Análises da França, órgão público encarregado pelas investigações em segurança da aviação. Na tragédia, todos os 228 ocupantes morreram no acidente.
Segundo o relatório, o piloto automático se desligou duas horas após o início das turbulências. Em seguida, houve falhas nos altímetros e nos sensores de velocidade. Os investigadores também concluíram que o piloto da aeronave não cumpriu as suas responsabilidades quando não retomou o controle do avião, que estava sendo comandado pelos copilotos enquanto ele fazia uma pausa. Também foi citado no documento que os pilotos foram submetidos a forte estresse.
Indenizações
Três anos após o acidente, as indenizações dos parentes das vítimas estão mais avançadas no Brasil, onde a maioria dos familiares optou por acordos com a seguradora, a Axa Corporate Solutions, do que no resto do mundo, segundo informações obtidas pela BBC Brasil. Na França, até o momento, apenas 20% das famílias receberam indenizações por danos morais e materiais decorrentes do falecimento de parente, informa a seguradora.
Segundo a Axa, globalmente, quase a metade dos familiares das vítimas do voo já foi indenizada após realizar acordo com a seguradora.
Cerca de um terço dos familiares entraram na Justiça. A Axa afirma que as negociações para chegar a uma solução amistosa continuam em relação a "uma grande parte" desses casos judiciais.
O advogado João Tancredo, com escritório no Rio de Janeiro, que representou 15 famílias que entraram com ações contra a Air France, conta que já obteve o pagamento das indenizações por meio de acordo com a seguradora em 12 desses casos. Os demais foram fixados pela Justiça. Ele explica que o primeiro passo é o processo judicial e que, a partir disso, se tenta o acordo com a seguradora, antes de um eventual recurso na Justiça.
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