Vídeo mostra policiais desrespeitando cena do crime no caso da jovem negra Breonna Taylor
O policial Brett Hankison, único a ser indiciado pela morte de Taylor, é visto entrando no apartamento em que Breonna morava com o namorado Kenneth Walker
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247 - Novo vídeo divulgado, que registra momentos após a morte de Breonna Taylor, mostra que os policiais envolvidos na morte da mulher negra não respeitaram a cena do crime como mandam os procedimentos da polícia de Louisville, nos Estados Unidos.
O policial Brett Hankison, único a ser indiciado pela morte de Taylor, é visto entrando no apartamento em que Breonna morava com o namorado Kenneth Walker. Os vídeos são das câmeras acopladas nos uniformes dos agentes e foram obtidos pelo site Vice News.
Os policiais cumpriam mandato de busca e apreensão de drogas, mas nada foi encontrado na residência. Breonna, uma profissional da saúde negra de 26 anos, foi morta após policiais entrarem no seu apartamento.
Os policiais, além de desrespeitarem a cena do crime, ameaçaram Kenneth Walker, o que já havia sido relatado. Enquanto Walker se entrega e ajoelha no chão, Hankison ameaça soltar em direção a ele um cachorro da polícia que latia sem parar.
As imagens divulgadas mostram que primeiro o policial indicado pela morte da jovem se aproximou da porta do apartamento, logo após agentes da Swat limparem a residência e declararem Breonna morta. Ele pergunta à equipe da Swat se alguém morreu na ação.
Hankison entra na cena do crime, o que não é permitido pelo protocolo de policiais envolvidos em ações do tipo, e pergunta para agentes se eles acharam uma arma longa, além de questionar se as cápsulas que estavam no chão eram da Swat. A intervenção causa constrangimento e um membro da Swat pede ao policial que se retire.
Antes de o vídeo ser cortado, Hankison ainda pergunta para um agente da Swat se a câmera dele estava ligada.
Protestos
A absolvição dos outros policiais de Louisville gerou protestos na cidade. Grupos do movimento negro, que estimulam atos contra o racismo policial desde o início do ano, tiveram que enfrentar a violência dos policiais que protegeram o departamento. Eles foram confrontados pelos Boogaloo, grupos de supremacistas brancos armados.
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