Vice argentino nega envolvimento em corrupção
O vice-presidente da Argentina, Amado Boudou, prestou depoimento nesta segunda-feira (9) sobre suposto envolvimento em um escândalo de corrupção. Ele é suspeito de tráfico de influência, porque teria usado o cargo público para beneficiar a Gráfica Ciccone, que imprimia o dinheiro dos argentinos. Caso é anterior à sua eleição, em 2011
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Monica Yanakiew – Correspondente da Agência Brasil/EBC
O vice-presidente da Argentina, Amado Boudou, prestou depoimento nesta segunda-feira (9) sobre suposto envolvimento em um escândalo de corrupção. Ele é suspeito de tráfico de influência, porque teria usado o cargo público para beneficiar a Gráfica Ciccone, que imprimia o dinheiro dos argentinos.
É a primeira vez na história argentina que um vice-presidente é chamado a depor por suspeita de corrupção. Mas o caso é anterior à sua eleição, em 2011. Antes de ser vice, ele foi ministro da Economia no primeiro mandato da presidenta Cristina Kirchner. Naquela época, ele teria ajudado a gráfica a evitar a falência, e ajudado os novos donos a fecharem contrato para imprimir dinheiro.
Boudou nega as acusações. Ele chegou ao tribunal pela manhã sorrindo, e disse que tinha pedido ao juiz Ariel Lijo permissão para transmitir seu depoimento pela televisão ou, pelo menos, permitir a presença da imprensa. Mas o depoimento dele acabou sendo a portas fechadas – como de costume.
Em entrevista horas antes de sua chegada ao tribunal, o vice-presidente acusou a imprensa opositora de agredí-lo sem argumentos, e disse que queria que o "povo pudesse assistir" à audiência para ouvir sua versão.
Do lado de fora dos tribunais uma centena de simpatizantes do governo, com bandeiras, cantavam seu apoio a Boudou. "Te amamos Amado", disse um simpatizante. Outro beijou o vice-presidente.
Em principio, o depoimento de Boudou tinha sido marcado para o dia 15 de junho – data na qual deverá substituir a presidenta Cristina Kirchner, que viajará a Fortaleza como convidada do Brics (grupo de países emergentes, integrado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
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