Venezuela e Cuba estão no alvo da agressividade estadunidense

O governo dos Estados Unidos impulsiona uma agenda de ingerência e dominação na América Latina, que tem Venezuela e Cuba como alvos principais dessa agressividade

Venezuela e Cuba estão no alvo da agressividade estadunidense
Venezuela e Cuba estão no alvo da agressividade estadunidense


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247, com Prensa Latina, por Rachel Rivero - O governo dos Estados Unidos impulsiona uma agenda de ingerência e dominação na América Latina, que tem Venezuela e Cuba como alvos principais dessa agressividade.

A Venezuela enfrenta o mesmo processo de hostilidade que Cuba passou desde o triunfo revolucionário de 1º de janeiro de 1959, e agora Washington o recrudesce ainda mais contra ambos os países, sublinhou a deputada da Assembleia Nacional do Poder Popular, Mariela Castro Espín.

Em declarações à Prensa Latina, advertiu que os Estados Unidos retomam publicamente o discurso da Doutrina Monroe: 'A América para os americanos', um argumento de dominação regional que nunca abandonou.

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De acordo com Mariela Castro, a atual administração da Casa Branca sente-se abertamente dona do mundo e tem demonstrado sua disposição de cometer qualquer barbaridade contra a irmã nação bolivariana.

A esse respeito, assinalou que Washington age com impunidade, porque não existem mecanismos internacionais que consigam conter essa avalanche de exercício desmedido de poder da força e da ameaça de seu uso.

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A parlamentar apontou que se continuar conquistando os recursos naturais de outros povos, com o custo de um profundo sofrimento humano, os EUA acabarão com as riquezas dessas nações.

Venezuela e guerra psicológica

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O governo liderado por Donald Trump busca com as operações da guerra psicológica encher as redes sociais de notícias falsas, como parte do assédio contra a Venezuela, denunciou.

"As campanhas criadas pelos meios de comunicação desacreditam líderes revolucionários e os convertem em ditadores e terroristas", acrescentou em alusão ao complexo cenário no país sul-americano, onde Washington aposta por uma mudança de governo.

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Mariela Castro Espín recordou que a Venezuela é um dos países mais ricos quanto a recursos da América Latina e do mundo, ao possuir as primeiras reservas provadas de petróleo do planeta, além de outras riquezas naturais.

A parlamentar sublinhou que Cuba viveu uma guerra psicológica similar, no empenho estadunidense de apagar o exemplo que representou e representa sua revolução.

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Em grande parte, essa hostilidade do imperialismo norte-americano tem como denominador comum a tentativa de fazer fracassar a experiência revolucionária.

Paralelamente, acrescentou que é sumamente importante que os movimentos de esquerda e as organizações políticas e sociais continuem o apoio à Revolução Bolivariana e ao presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro.

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"Os Estados Unidos se encarregam de criar uma desestabilização social na nação sul-americana e de mostrar que na Venezuela o que há é uma ditadura, um sofrimento e uma escassez gerada por este governo progressista", insistiu.

A ponta de lança de Washington contra Caracas tem sido uma alegada crise humanitária, a partir da qual busca uma intervenção militar apoiada na suposta necessidade de proteger os direitos humanos, fórmula que empregou anteriormente contra a Síria, a Líbia e o Iraque.

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Outra das manobras estadunidenses foi o reconhecimento do autoproclamado presidente interino Juan Guaidó, o que Mariela Castro Espín qualificou de uma falta de respeito com o povo venezuelano, porque se trata de um fantoche do governo da Casa Branca que fomenta a guerra psicológica.

Uma estratégia repetida

Cuba e Venezuela enfrentam a mesma estratégia, com componentes como o estímulo às crises migratórias, fazendo crer que se fugia do que chamam "experiência comunista", assinalou.

Segundo Mariela Castro Espín, o roteiro imperialista contra Caracas apela a aplicar a política do isolamento, pressionando outros países para que se voltem contra a Venezuela, o que fizeram antes com Cuba.

Além disso, expressou que apesar de todas as agressões com as quais lidou o povo cubano, a unidade foi o fator de resistência mais importante, baseada nos valores e princípios para a defesa da Revolução.

No caso da Ilha, recordou agressões como a de Praia Girón (1961), o estímulo aos grupos criminosos nos anos 1960, a introdução de doenças contra pessoas, plantas e animais e o terrorismo de Estado, que foi derrotado com o povo e a liderança de Fidel Castro, o que deu uma grande força para resistir às situações complexas que se avizinhavam, afirmou.

Mariela Castro Espín enfatizou a importância da experiência cubana, de um povo que cresceu perante a adversidade e seguiu se desenvolvendo em todas as esferas da sociedade, no esporte, na saúde, na educação, na cultura, na ciência, sem deixar de pôr o ser humano como centro dos objetivos do progresso.

EUA intensificam o bloqueio a Cuba

O bloqueio econômico e a perseguição financeira são outras armas da hostilidade dos Estados Unidos contra os governos que não aceitam se subordinar.

Esta política busca render os povos, uma situação que Cuba tem enfrentado durante décadas, mas a Casa Branca não tem consciência do nível de maturidade que alcançou a nação caribenha nestes 60 anos de revolução, opinou.

A deputada denunciou o impacto das medidas contra a Ilha, com um dano acumulado até março passado de 933,6 bilhões de dólares, em valores corrigidos.

Em momentos em que os Estados Unidos recrudescem o cerco, com ameaças de aplicar o Título III da Lei Helms-Burton, que intensifica o bloqueio, acrescentou que o governo e o povo cubanos juntos rechaçam a nova escalada.

Com a aplicação desse título, a Casa Branca pretende asfixiar a economia da maior das Antilhas, atacando o investimento estrangeiro com uma marcada visão extraterritorial.

"Todo este cenário que montam pertence, como mencionava antes, ao empenho de materializar a Doutrina Monroe para a completa dominação hegemônica na América Latina", apontou.

A legisladora advertiu que Cuba vive uma hora de mudança na liderança histórica, que vai saindo, e entram as novas gerações de revolucionários assumindo as responsabilidades públicas, e Washington quer provar se resistirão igualmente como fez Fidel Castro.

"Logo verão a resposta de nosso povo e de nossos líderes, nós sim a sabemos, eles que a adivinhem", sentenciou.

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