Venezuela diz que não vai reconhecer sanções dos EUA

"Só os impérios coloniais podem aplicar leis extraterritoriais. Qualquer lei que venha a ser aprovada no Congresso dos Estados Unidos, aplicando sanções à Venezuela, é espúria. Não a reconheceremos, rejeitamos e iremos contestá-la em todos os cenários mundiais”, disse o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sobre o governo de Barack Obama

"Só os impérios coloniais podem aplicar leis extraterritoriais. Qualquer lei que venha a ser aprovada no Congresso dos Estados Unidos, aplicando sanções à Venezuela, é espúria. Não a reconheceremos, rejeitamos e iremos contestá-la em todos os cenários mundiais”, disse o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sobre o governo de Barack Obama
"Só os impérios coloniais podem aplicar leis extraterritoriais. Qualquer lei que venha a ser aprovada no Congresso dos Estados Unidos, aplicando sanções à Venezuela, é espúria. Não a reconheceremos, rejeitamos e iremos contestá-la em todos os cenários mundiais”, disse o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sobre o governo de Barack Obama (Foto: Roberta Namour)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Da Agência Lusa
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse hoje (28) que o seu governo não vai reconhecer nenhuma lei que puna com sanções funcionários venezuelanos, que venha a ser aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos. "Só os impérios coloniais podem aplicar leis extraterritoriais. Qualquer lei que venha a ser aprovada no Congresso dos Estados Unidos, aplicando sanções à Venezuela, é espúria. Não a reconheceremos, rejeitamos e iremos contestá-la em todos os cenários mundiais”, disse Maduro.

O presidente falou em seu programa semanal de rádio Em Contato com Maduro. Ele elogiou a decisão da União de Nações Sul-Americanas de condenar, na sexta-feira (23), a eventual imposição de sanções dos Estados Unidos a Caracas. "Nem as leis do Congresso dos Estados Unidos, nem ameaças, nem sanções deterão a Venezuela", disse.

O líder socialista confirmou que o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elías Jaua, viajou para a Argélia, para denunciar "a ingerência dos Estados Unidos" durante o encontro do Movimento de Países Não Alinhados.

continua após o anúncio

"Estão reunidos na Argélia 118 países. Estou seguro de que vão acolher a proposta venezuelana de condenar as ameaças de sanções", disse, destacando que "o caminho das sanções é um caminho fracassado, como tem sido fracassado o caminho do bloqueio e da perseguição contra o povo cubano".

Nicolás Maduro questionou a possibilidade de congelamento de contas e de suspensão de vistos de funcionários venezuelanos. Ele observou que podem cancelar o visto "a quem quiser" e disse desconhecer a que contas se referem.

continua após o anúncio

O presidente insistiu que Caracas pretende ter relações de paz e de respeito com Washington e que aguarda que os Estados Unidos aprovem a designação de Maximilian Arveláez embaixador da Venezuela.

Em causa estão dois projetos de lei para impor sanções a funcionários do governo venezuelano acusados de violar os direitos humanos de manifestantes. Os projetos foram aprovados recentemente pela Comissão de Relações Exteriores do Senado norte-americano e aguardam a votação em plenário dos 435 congressistas.

continua após o anúncio

Os projetos preveem que sejam revogados os vistos e congelados os ativos de funcionários do governo de Nicolás Maduro em território norte-americano.

Há mais de três meses são registrados protestos diários na Venezuela devido à crise econômica, inflação, escassez de produtos, insegurança, corrupção, ingerência cubana e repressão por parte de organismos de segurança do Estado.

continua após o anúncio

Alguns protestos acabaram em confrontos violentos, durante os quais morreram pelo menos 42 pessoas, incluindo dez policiais.

Por outro lado, mais de 870 pessoas ficaram feridas e 3.210 foram detidas, das quais 224 continuam presas.

continua após o anúncio

Mais de dez policiais foram detidos e estão em curso 180 investigações por violações de direitos fundamentais dos manifestantes.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247