Venezuela convoca ato de solidariedade a Chávez

Iniciativa foi do presidente da Assembleia Legislativa, Diosdaldo Cabello; manifestação está marcada para o dia em que Hugo Chávez, internado em Havana, deveria tomar posse

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Monica Yanakiew
Enviada Especial

Caracas – O presidente da Assembleia Legislativa venezuelana, Diosdado Cabello, convocou ontem (7) uma grande manifestação em frente ao Palácio Presidencial Miraflores para quinta-feira (10), data na qual o presidente Hugo Chávez deveria assumir um novo mandato de seis anos. Segundo Cabello, vários chefes de Estado e de Governo de “países amigos” participarão do ato para “demonstrar sua solidariedade com o comandante Chávez e o povo venezuelano e em sinal de respeito à Constituição”.

Ele, no entanto, não confirmou a presença de Chávez, que permanece em Havana, recuperando-se de uma cirurgia pélvica, feita no dia 11 de dezembro, para combater um tumor cancerígeno. Foi a quarta operação, desde que o presidente venezuelano descobriu que tinha a doença, há dezoito meses, mas foi a única que produziu um debate constitucional.

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A oposição convocou um protesto, também para a quinta-feira, a fim de cobrar do governo a verdade sobre a saúde do presidente e o cumprimento da Constituição (reformada em 1999, durante o primeiro governo de Chávez). O Artigo 231 diz que o presidente eleito tem que assumir no dia 10 de janeiro o governo, prestando juramento perante à Assembleia Nacional. Mas também diz que, se isso não for possível, ele poderá prestar juramento perante o Supremo Tribunal de Justiça (a Suprema Corte).

“O próprio Chávez deu ordens expressas sobre o que fazer, caso ele não pudesse assumir, e citou a Constituição”, disse hoje, em entrevista à imprensa, o deputado Tomas Guanipa, líder do partido oposicionista Primeiro Justiça. Dias antes de embarcar para Havana, Chávez pediu permissão à Assembleia Nacional para se ausentar do país e, no que parecia ser um discurso de despedida, nomeou como herdeiro político o vice-presidente Nicolas Maduro.

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De acordo com informações oficiais, Chávez enfrenta uma difícil recuperação, agravada por sérios problemas respiratórios. Mas ninguém fala em convocar novas eleições. Na interpretação dos chavistas, como Chávez já é presidente e foi reeleito por 54% dos votos, o juramento do dia 10 é uma mera “formalidade”. O vice-presidente e os ministros continuarão tocando o governo até ele voltar.

“A oposição espera que Chávez desapareça no dia 10 de Janeiro. Querem que o vice-presidente e os ministros abandonem seus cargos? Eles não podem. Legalmente eles não têm o direito de abandonar suas responsabilidades”, disse Cabello, ao convocar a manifestação. “Vamos seguir a vontade do povo venezuelano, expressa no dia 7 de outubro, quando elegeram Chávez presidente”, completou.

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