Venezuela anuncia libertação de presos por delitos de violência política

Em nome do diálogo, da paz e da reconciliação nacional propostos pelo presidente Nicolás Maduro, a Venezuela começa a beneficiar condenados por delitos de violência política

Maduro decreta estado de emergência na Venezuela por 60 dias. 14/01/2016 REUTERS/Palácio Miraflores/Divulgação via Reuters
Maduro decreta estado de emergência na Venezuela por 60 dias. 14/01/2016 REUTERS/Palácio Miraflores/Divulgação via Reuters (Foto: Aquiles Lins)


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247, com Resistência - Um total de 79 pessoas processadas e condenadas por delitos vinculados à violência política entre os anos de 2002 e 2018 receberam entre a sexta-feira (1º/6) e o sábado, benefícios processuais por parte do Poder Judiciário venezuelano, medidas que se inscrevem no marco do processo de reconciliação nacional que o presidente venezuelano Nicolás Maduro está promovendo.

Foi o que informou neste sábado o ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, em coletiva de imprensa concedida no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas.

A presidenta da Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela Comissão da Verdade, Delcy Rodríguez, também emitiu um comunicado sobre a libertação de pessoas que se encontravam presas por delitos de violência política cometidos nos últimos três anos. Entre estas se encontram três deputados.

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"Agradeço especialmente ao presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Maikel Moreno, e ao procurador geral da República, Tarek Saab, que tornaram possível a execução destas medidas solicitadas pelo presidente Nicolás Maduro em nome da paz e do diálogo", disse.

Segundo Delcy Rodríguez, "é necessário fazer diferenciações, trancar uma rua, queimar uma pessoa viva, queimar uma clínica materno-infantil, queimar ônibus, não é uma forma de expressar o pensamento e uma posição política", afirmou.

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A presidenta da Constituinte prosseguiu: "Basta de ódio, temos que entender-nos, temos que respeitar-nos. Quando bombas estrangeiras caírem sobre nosso território, e oxalá que isto nunca ocorra, não vão distinguir a cor política, elas vão cair sobre todos".

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