Venezuela adia retirada de cédula após caos e protestos

O presidente venezuelano, Nicolas Maduro, suspendeu no sábado a eliminação da maior cédula do país, que havia provocado escassez de dinheiro e distúrbios em todo o país, dizendo que a medida seria adiada até o início de janeiro; a retirada surpreendente da nota de 100 bolívares nesta semana - antes que novas notas maiores estivessem disponíveis - levou a vastas filas nos bancos, saqueamento em dezenas de lojas, protestos contra o governo e pelo menos uma morte

Apoiadores da oposição venezuelana durante manifestação em Caracas. 31/08/2016 REUTERS/Marco Bello
Apoiadores da oposição venezuelana durante manifestação em Caracas. 31/08/2016 REUTERS/Marco Bello (Foto: Giuliana Miranda)


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Corina Pons e Andrew Cawthorne - Da agência Reuters

CARACAS - O presidente venezuelano, Nicolas Maduro, suspendeu no sábado a eliminação da maior cédula do país, que havia provocado escassez de dinheiro e distúrbios em todo o país, dizendo que a medida seria adiada até o início de janeiro.

A retirada surpreendente da nota de 100 bolívares nesta semana - antes que novas notas maiores estivessem disponíveis - levou a vastas filas nos bancos, saqueamento em dezenas de lojas, protestos contra o governo e pelo menos uma morte.

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Maduro, falando do palácio presidencial, culpou uma campanha de "sabotagem" por inimigos no exterior pela chegada tardia de três aviões com as novas notas de 500, 2 mil e 20 mil bolívares.

"Um avião, contratado e pago pela Venezuela, foi contatado em vôo para mudar de direção e ir para outro país", disse ele, sem especificar quem havia dado as ordens. "Há outro que não recebeu permissão de passagem aérea".

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As notas de 100 bolívares, oficialmente desativadas desde quinta-feira e que valem apenas 4 centavos de dólar à taxa de câmbio do mercado negro, podem agora ser usadas até 2 de janeiro, disse Maduro.

Muitos venezuelanos estavam sem meios para pagar alimentos, gasolina ou preparativos de Natal em um país que tenta se recuperar de uma profunda crise econômica.

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Cerca de 40 por cento dos venezuelanos não têm contas bancárias e, portanto, não podem usar transações eletrônicas como alternativa ao dinheiro.

Somando-se ao caos, a Venezuela tem a maior inflação do mundo, o que significa que grandes sacos de dinheiro devem ser usados para pagar por itens básicos.

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