“Velhos amigos” dos hemisférios Leste e Oeste traçam futuro para cooperação

Este ano marca o 30º aniversário da parceria estratégica global entre a China e o Brasil

Xi Jinping e Lula
Xi Jinping e Lula (Foto: Presidência da República)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Rádio internacional da China - “Líderes da China e do Brasil fizeram histórias.” “A visita de Lula à China abriu oportunidades para o Brasil.” “Após encontros com o presidente Xi Jinping, a bagagem do presidente Lula volta lotada de acordos bilaterais e planos de cooperação.” A mídia brasileira deu avaliações muito positivas à visita do presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva, à China, que terminou nesse sábado (15).

É amplo o consenso de que os chefes de Estado chinês e brasileiro traçaram uma direção para as próximas colaborações bilaterais, o que levará os países a ter um relacionamento promissor no futuro.

continua após o anúncio

Este ano marca o 30º aniversário da parceria estratégica global entre a China e o Brasil. Em 2024, os dois países celebrarão 50 anos do estabelecimento das relações diplomáticas. A visita do presidente brasileiro neste momento importante despertou grande atenção na comunidade internacional.

O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que a China está disposta a trabalhar junto com o Brasil para abrir um novo futuro das relações na nova era. Lula, por sua vez, assinalou que o reforço dos laços com os chineses em todas as áreas representa um forte desejo comum da legislatura e dos diferentes setores sociais brasileiros.

continua após o anúncio

A China e o Brasil são os maiores países em desenvolvimento e importantes mercados emergentes, respectivamente dos hemisférios Leste e Oeste. Apesar de ter uma longa distância geográfica, as duas nações mantiveram contatos por muito tempo. A República Popular da China e a República Federativa do Brasil estabeleceram relações diplomáticas em 15 de agosto de 1974. O presidente brasileiro já visitou o país quatro vezes. Lula teve outros dois mandatos no cargo, respectivamente entre 2003 e 2007 e entre 2007 e 2011.

A China e o Brasil enfrentam suas próprias tarefas de desenvolvimento neste mundo com mudanças e incertezas drásticas. A China está promovendo um desenvolvimento de alta qualidade e uma abertura de alto nível. O Brasil está em processo de “reindustrialização” e redução da pobreza.

continua após o anúncio

Os chefes de Estado dos dois países tratam do relacionamento sino-brasileiro com uma visão estratégica. Isso significa que a confiança política mútua já chegou a um novo patamar e a base para os laços bilaterais se tornou mais consolidada.

A ver com a agenda da visita de Lula à China, o Brasil mostrou um forte desejo de estreitar a cooperação bilateral em novas áreas, abrangendo economia de baixo carbono, economia digital, informação e telecomunicações, assim como aviação e aeroespaço. Os dois países estão ampliando o espaço na colaboração em alta ciência e tecnologias novas.

continua após o anúncio

As interações sino-brasileiras também servem como um exemplo para as nações em desenvolvimento romperem o monopólio tecnológico dos países desenvolvidos.

Como líderes das nações em desenvolvimento, China e Brasil mantêm um relacionamento que supera o âmbito bilateral e promove o aprimoramento da governança global.

continua após o anúncio

Ao discursar durante a cerimônia de posse de Dilma Rousseff como presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento, realizada no dia 13 em Shanghai, Lula questionou por que os países devem fazer liquidação em dólar e não em RMB ou outras moedas. As afirmações despertaram ampla atenção do público.

Para controlar a inflação interna, os Estados Unidos aumentaram consecutiva e radicalmente a taxa de juros, causando impactos severos para os mercados emergentes, que passaram a ter um forte apelo de autofortalecimento por meio de união. No final de março deste ano, o governo brasileiro afirmou ter chegado a um acordo com a China para fazer liquidação em moeda local.

continua após o anúncio

Além disso, os governos dos dois países têm reforçado coordenações em assuntos internacionais de interesse comum em âmbitos como das Nações Unidas, do BRICS e do G20. Durante o encontro de Xi Jinping e Lula, na sexta-feira (14) em Beijing, as duas partes concordaram que o diálogo e as negociações representam o único meio viável para resolver a crise da Ucrânia.

Em resumo, as relações sino-brasileiras vão subir para um novo patamar na nova era, sob a liderança dos dois chefes de Estado. Isso trará mais benefícios para os dois povos e injetará novos dinamismos para a cooperação sino-latino-americana e para a paz e o desenvolvimento mundiais.

continua após o anúncio

Assim, não é difícil entender por que o presidente Lula disse que “ninguém vai impedir que o Brasil aprimore a sua relação com a China”.

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247