Vannuchi quer que Brasil aceite presos de Guantánamo

Ex-ministro e integrante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, Paulo Vannuchi defende o envolvimento do país na promessa do americano Barack Obama para fechar Guantánamo: “Se o Brasil atender a esse apelo e tomar a decisão corajosa, apoiando o Uruguai, é possível prever que outros vizinhos seguirão a mesma trilha. Até que sejam acolhidos os 136 ainda restantes nessa masmorra instalada como verdadeiro enclave em território que pertence a Cuba”

Ex-ministro e integrante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, Paulo Vannuchi defende o envolvimento do país na promessa do americano Barack Obama para fechar Guantánamo: “Se o Brasil atender a esse apelo e tomar a decisão corajosa, apoiando o Uruguai, é possível prever que outros vizinhos seguirão a mesma trilha. Até que sejam acolhidos os 136 ainda restantes nessa masmorra instalada como verdadeiro enclave em território que pertence a Cuba”
Ex-ministro e integrante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, Paulo Vannuchi defende o envolvimento do país na promessa do americano Barack Obama para fechar Guantánamo: “Se o Brasil atender a esse apelo e tomar a decisão corajosa, apoiando o Uruguai, é possível prever que outros vizinhos seguirão a mesma trilha. Até que sejam acolhidos os 136 ainda restantes nessa masmorra instalada como verdadeiro enclave em território que pertence a Cuba” (Foto: Roberta Namour)


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247 – O ex-ministro dos Direitos Humanos Paulo Vannuchi defende que o Brasil aceite presos de Guantánamo e, assim, se torne um exemplo entre seus vizinhos na ajuda à promessa feita pelo presidente americano Barack Obama, por questões humanitárias. Leia:

Guantánamo e um apelo ao Brasil

Se o Brasil aceitar receber prisioneiros de Guantánamo, como já fez o Uruguai, é certo que outros vizinhos seguirão por esse mesmo caminho

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A tão sonhada notícia sobre reatamento de relações entre Estados Unidos e Cuba merece, da parte do Brasil, apoio e incentivo. Afinal de contas, abriu-se uma luminosa porta para avançar na direção da paz, um dos objetivos centrais de quem luta pelos direitos humanos.

Um primeiro gesto nesse sentido poderia --e deveria-- ser o anúncio de que o Brasil também aceita receber um grupo de prisioneiros de Guantánamo, que as autoridades norte-americanas buscam alocar em nações amigas que decidam recebê-los por razões humanitárias.

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Se concretizar esse anúncio, o Brasil estará se inspirando em mais um bom exemplo desse querido irmão chamado Uruguai, liderado pelo presidente José "Pepe" Mujica.

Nossa diplomacia sempre reitera o interesse em manter com os Estados Unidos excelentes níveis de cooperação e intercâmbio econômico, político e cultural. É raro surgir uma oportunidade tão clara para manifestar sintonia com o esforço do presidente Barack Obama, ajudando-o no cumprimento de sua promessa de fechar a Base de Guantánamo.

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Aos cautelosos assessores presidenciais ou ministeriais do Brasil, que pularão de suas cadeiras para tentar barrar o que sempre chamam de agenda negativa, cabe lembrar que a presidenta Dilma Rousseff acabou de vencer uma difícil eleição onde enfrentou no segundo turno um adversário que pregou a redução da maioridade penal.

Dilma não se rendeu, como não se renderia à defesa da pena de morte, igualmente majoritária nas pesquisas, assim como Mujica não se curva à manifestação contrária de segmentos uruguaios que condenam seu gesto de estadista.

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Vale lembrar também, em diálogo sincero com quem ainda alimenta os dragões e fantasmas da Guerra Fria, que é zero a chance de os militares norte-americanos libertarem presos sobre os quais pairasse a menor suspeita de envolvimento com organizações terroristas.

Os seis jovens foram acolhidos em liberdade pelo Uruguai, depois de outros três recebidos pela Geórgia, dois pela Eslováquia, um pelo Kuwait e outro pela Arábia Saudita, todos pertencentes à esfera de influência diplomática dos EUA.

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Os recebidos por Mujica estiveram presos por nove anos e sobreviveram ao tipo de tratamento dispensado a todos os que caíram nas prisões secretas de George W. Bush.

Uma ideia aproximada sobre esse tratamento pode ser obtida com a leitura do volumoso relatório da comissão do Senado norte-americano que investigou, durante cinco anos, nada menos que seis milhões de documentos da CIA, que ninguém sabe se realmente entregou tudo o que está guardado em seus cofres e criptografias.

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Se o Brasil atender a esse apelo e tomar a decisão corajosa, apoiando o Uruguai, é possível prever que outros vizinhos seguirão a mesma trilha. Até que sejam acolhidos os 136 ainda restantes nessa masmorra instalada como verdadeiro enclave em território que pertence a Cuba.

Em nosso país, é certo que os jovens libertados de Guantánamo, alguns na faixa dos 20 anos, serão acolhidos por um povo que sempre abriu seus braços para imigrantes.

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Não terão maiores dificuldades para iniciar vida nova, conseguindo emprego, retomando estudos, constituindo família e gerando filhos brasileiros, apoiados por uma vasta comunidade árabe e/ou muçulmana que é respeitada por sua índole trabalhadora e pacífica.

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