'Vai quebrar todos nós', diz ex-ministro grego sobre embargo ao petróleo russo

Segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, até o final do ano, o bloco "reduzirá as importações de petróleo russo em 90%"

(Foto: Aleksei Danichev/Sputnik)


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Sputnik Brasil - O ex-ministro da Defesa Nacional da Grécia Panos Kammenos criticou a decisão da União Europeia de restringir importações de petróleo da Rússia, anunciada nesta segunda-feira (30).

"A decisão de a UE embargar o petróleo russo, em vez de prejudicar a Rússia, vai quebrar todos nós com um preço de cinco euros [cerca de R$ 25,45] por litro [a gasolina]. Vocês estão loucos?", indagou Kammenos, que foi ministro de 2015 a 2019, no governo de Alexis Tsipras, e atualmente é membro do parlamento grego.

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Na cúpula de Bruxelas, os líderes da UE concordaram com o sexto pacote de sanções antirrussas, que inclui, entre outras medidas, a introdução gradual de um embargo às importações de petróleo da Rússia.

A restrição cobre mais de dois terços das importações de petróleo russas para o bloco de 27 membros. De acordo com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, até o final do ano, o bloco "realmente reduzirá as importações de petróleo russo em 90%".

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Com a decisão, a UE banirá completamente as importações do combustível por via marítima, mantendo apenas em funcionamento o oleoduto Druzhba, que liga a Rússia à Europa Central.

No último dia 24 de maio, Ursula von der Leyen havia revelado que a Europa ainda é dependente dos combustíveis russos.

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"A União Europeia (UE) não pode impor uma proibição total e imediata ao abastecimento energético russo", disse ela na ocasião.

Desde o começo da operação especial russa na Ucrânia, a UE impôs cinco rodadas de sanções a Moscou em um curto período de tempo, entre o final de fevereiro e o início de abril.

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Devido à dependência energética do continente, o novo pacote, que atinge o gás e o petróleo russo, sofreu resistência de países como a Hungria, em particular, mas também de Alemanha, Eslováquia, República Tcheca e Bulgária.

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