Uso de armas químicas na Síria é inegável, diz EUA

"O que vimos na semana passada na Síria deveria chocar a consciência do mundo", disse o secretário norte-americano de Estado, John Kerry; "deixem-me ser claro: a matança indiscriminada de civis, a morte de mulheres, crianças e transeuntes inocentes por armas químicas é uma obscenidade moral", afirmou em coletiva nesta segunda-feira; veículos da ONU transportaram equipe de especialistas em armas químicas da organização para cena de atentado com gás venenoso, em Damasco

"O que vimos na semana passada na Síria deveria chocar a consciência do mundo", disse o secretário norte-americano de Estado, John Kerry; "deixem-me ser claro: a matança indiscriminada de civis, a morte de mulheres, crianças e transeuntes inocentes por armas químicas é uma obscenidade moral", afirmou em coletiva nesta segunda-feira; veículos da ONU transportaram equipe de especialistas em armas químicas da organização para cena de atentado com gás venenoso, em Damasco
"O que vimos na semana passada na Síria deveria chocar a consciência do mundo", disse o secretário norte-americano de Estado, John Kerry; "deixem-me ser claro: a matança indiscriminada de civis, a morte de mulheres, crianças e transeuntes inocentes por armas químicas é uma obscenidade moral", afirmou em coletiva nesta segunda-feira; veículos da ONU transportaram equipe de especialistas em armas químicas da organização para cena de atentado com gás venenoso, em Damasco (Foto: Valter Lima)


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Lesley Wroughton e Paul Eckert, da Reuters - O secretário norte-americano de Estado, John Kerry, disse nesta segunda-feira que os indícios sobre um ataque com armas químicas na semana passada na Síria são "inegáveis", e acusou o governo sírio de tentar acobertar o fato, sinalizando que os Estados Unidos estão cada vez mais propensos a uma reação militar.

Kerry afirmou que o presidente Barack Obama "acredita que deve haver uma responsabilização para aqueles que usam as mais hediondas armas do mundo contra as pessoas mais vulneráveis do mundo".

A oposição síria diz que centenas de pessoas morreram enquanto dormiam, na madrugada de quarta-feira, por causa de um ataque com armas químicas realizado por forças do governo contra subúrbios de Damasco dominados por rebeldes. O governo de Bashar al Assad nega ter cometido o massacre, e no domingo autorizou a visita de inspetores da ONU ao local.

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Kerry falou depois de os inspetores ouvirem sobreviventes e colherem amostras do organismo das vítimas. Para chegar até os subúrbios, os próprios inspetores da ONU foram alvejados por franco-atiradores.

"O que vimos na semana passada na Síria deveria chocar a consciência do mundo", disse Kerry a jornalistas. "Deixem-me ser claro: a matança indiscriminada de civis, a morte de mulheres, crianças e transeuntes inocentes por armas químicas é uma obscenidade moral."

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Kerry disse que, ao retardar durante dias o acesso dos inspetores e ao fazer disparos contra o comboio no trajeto, o governo de Assad agiu como se tivesse algo a esconder.

"Nosso senso de humanidade básica é ofendido não só por esse crime covarde como também pela cínica tentativa de acobertá-lo", disse Kerry.

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Ele acrescentou que os relatos e vídeos recebidos da Síria mostram que a ocorrência do ataque "é inegável", e observou que, entre os envolvidos no conflito, só o governo sírio possui armas químicas e os foguetes capazes de lançá-las.

Desde a semana passada, há crescentes sinais de que os EUA e seus aliados ocidentais estão preparando algum tipo de resposta militar ao incidente. Há um ano, Obama já havia alertado que o uso de armas químicas seria um limite inaceitável no conflito sírio.

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Mas o presidente, que já retirou todas as tropas norte-americanas do Iraque e tenta fazer o mesmo no Afeganistão, reluta em intervir em mais um conflito no mundo islâmico. Uma pesquisa Reuters/Ipsos publicada no sábado mostrou que cerca de 60 por cento dos norte-americanos se opõem a uma intervenção, e só 9 por cento acham que Obama deve agir.

Segundo o porta-voz da Casa Branca Jay Carney, Obama está avaliando a resposta adequada para o uso de armas químicas, mas não tomou nenhuma decisão sobre como reagir. Carney não deu prazo sobre quando Obama vai decidir.

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"Há pouquíssimas dúvidas em nossa mente de que o regime sírio é culpado", disse Carney.

(Reportagem adicional de Paul Eckert, Susan Cornwell, Tabassum Zakaria)

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