Uso da força militar na Venezuela pode ser catastrófico, diz Rússia

A realização de um cenário militar na Venezuela, onde a crise política está se agravando, se tornará uma catástrofe, advertiu o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, que em entrevista a meios de comunicação apelou aos EUA e a todos os países que possam estar envolvidos na realização dessas ideias para se absterem dessas ações; para o diplomata russo, o uso da força militar pode se tornar catastrófico"

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247, com Sputnik - A realização de um cenário militar na Venezuela, onde a crise política está se agravando, se tornará uma catástrofe, advertiu o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov.

"Apelamos, não apenas aos EUA, mas a todos os que possam estar envolvidos na realização dessas ideias para se absterem dessas ações. O uso da força militar pode se tornar catastrófico", disse o diplomata em uma entrevista aos meios de comunicação.

Ryabkov acrescentou que as ações dos EUA em relação a Caracas atiçam ainda mais a crise na Venezuela.

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"Estamos enfrentando um cenário que, se for realizado, pode levar a mais derramamento de sangue na Venezuela", afirmou o vice-chanceler, acrescentando que uma intervenção militar apenas "colocará mais lenha na fogueira".

Em 23 de janeiro, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se auto-proclamou presidente interino da Venezuela. Os EUA e uma série de outros países, inclusive o Brasil, reconheceram Guaidó como presidente do país. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirma se manter como chefe de Estado constitucional e chamou Guiadó de "marionete dos EUA".

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Os EUA, Brasil, Canadá, Argentina, Peru, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Chile e Geórgia reconheceram Guaidó como presidente da Venezuela. A Rússia, China, Cuba, México, Bolívia, Nicarágua, Turquia, Irã e República Dominicana, entre outros, apoiam a permanência de Maduro.

Moscou declarou que seu posicionamento sobre o reconhecimento de Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela não mudaria, assinalando que a postura dos países ocidentais mostra a forma como eles encaram o direito internacional, a soberania e a não interferência nos assuntos internos dos outros países.

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