Uruguai defende legalidade e impede quebra das regras do Mercosul
Reunião entre chanceleres ontem em Montevidéu para resolver o impasse da presidência do Mercosul, que deveria estar com a Venezuela, mas Brasil, Argentina e Paraguai são contra, terminou sem consenso; países chegaram a sugerir suspender os venezuelanos por descumprimento do acervo normativo do bloco, mas a ideia foi vetada pelo Uruguai, que pela segunda vez decidiu pela legalidade
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247 – Chanceleres se reuniram nesta quinta-feira 4 em Montevidéu para tentar resolver o impasse da presidência do Mercosul, que deveria estar com a Venezuela, mas Brasil, Argentina e Paraguai são contra, alegando que o país descumpriu o acervo normativo do bloco. O encontro, porém, terminou sem consenso.
Segundo informações do jornalista Fabio Murakawa, do Valor, a suspensão dos venezuelanos do bloco chegou a ser sugerida pelo que o presidente Nicolás Maduro chamou de "tríplice aliança" ao se referir aos três países que são contra sua permanência no comando do grupo, mas o Uruguai vetou a ideia, pela segunda vez em que decidiu pela legalidade no episódio.
Os quatro países concordam que é preciso resolver o imbróglio para que o bloco não fique com a presidência vaga, que tradicionalmente é trocada por meio de rodízio alfabético. O chanceler interino José Serra é contra a Venezuela ficar no comando.
Ontem, em comunicado à imprensa, o líder do governo interino no Senado e presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), disse que "a Venezuela não está em condições de assumir essa função". A declaração foi uma reação à autoproclamação da Venezuela como país que presidirá o Mercosul.
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