União Europeia aprova novas sanções contra Rússia e Belarus por guerra
Enquanto Moscou ordenou os ataques em si, Minsk é considerada culpada por ajudar na entrada de tropas militares russas no território ucraniano e de ser base de lançamento de ataque
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(ANSA) - A União Europeia aprovou novas sanções contra a Rússia e contra Belarus por conta da guerra na Ucrânia, informa a presidência francesa do bloco nesta quarta-feira (9).
Enquanto Moscou ordenou os ataques em si, Minsk é considerada culpada por ajudar na entrada de tropas militares russas no território ucraniano e de ser base de lançamento de ataques.
A reunião dos embaixadores dos 27 Estados-membros (Coreper) liberou novas punições a membros do governo e oligarcas dos dois países - além de membros de suas famílias - e aprovou sanções "para completar e alinhar as nossas medidas àquelas já adotadas".
Além disso, três bancos bielorrussos também serão excluídos do sistema financeiro Swift, que reúne mais de 11 mil instituições financeiras do mundo e que é a principal plataforma de pagamento para compra e venda internacional, e haverá punições no setor marítimo e de criptomoedas.
Pouco após a comunicação francesa, a Comissão Europeia informou que os nomes de 160 pessoas estarão nessa nova lista de sanções e que os punidos são "responsáveis ou contribuíram com o ataque".
"Quero anunciar que os Estados-membros estão trabalhando nessas horas em um pacote de sanções que inclui cerca de 100 pessoas, em diversos níveis de governo e de cargos russos. Espero que ele seja aprovado antes do fechamento dessa sessão plenária", disse o alto representante europeu para as Relações Exteriores, Josep Borrell, no Parlamento.
As novas medidas serão formalmente adotadas em breve pelo Conselho Europeu mediante procedimento por escrito por conta da rapidez necessária para a publicação das punições no Diário Oficial da UE.
O anúncio dessa quarta-feira se soma aos três pacotes de sanções anteriores anunciados desde que a Rússia reconheceu as regiões separatistas de Donetsk e Lugansk como repúblicas independentes e que se acentuaram após o início dos ataques russos na Ucrânia em 24 de fevereiro.
As decisões anteriores atingiram mais de 50 entidades e organizações russas acusadas de dar apoio à invasão militar e 680 pessoas, entre elas, o próprio presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov.
Também foram excluídos sete bancos russos do sistema Swift e congelados os bens internacionais do Banco Central da Rússia.
A União Europeia, ao lado dos países aliados ocidentais e de alguns asiáticos e da Oceania, anunciou uma série de duras sanções contra a Rússia - e em menor escala contra Belarus - por conta da invasão ao território ucraniano. A ideia é fazer com que os russos parem com as ações militares, algo que ainda não aconteceu em quase duas semanas de guerra.
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