Unasul vai criar comissão para atuar na Venezuela

Assunto será discutido em uma reunião de chanceleres amanhã em Santiago; "Os ministros vão criar uma comissão, que pode ser com representantes de todos os países que participarão do encontro, e fazer a interlocução pela construção de um ambiente de acordo, de estabilidade lá na Venezuela", disse a presidente Dilma, que está no Chile para a posse de Michelle Bachelet

Anti-government medical students scuffle with national policemen during a march demanding medical supplies for hospitals in Caracas March 10, 2014. As violent protests in Venezuela alienate moderates in the opposition and show no signs of toppling Preside
Anti-government medical students scuffle with national policemen during a march demanding medical supplies for hospitals in Caracas March 10, 2014. As violent protests in Venezuela alienate moderates in the opposition and show no signs of toppling Preside (Foto: Gisele Federicce)


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Luana Lourenço - Repórter da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta terça-feira 11 que a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) vai formar uma comissão para acompanhar a situação da Venezuela. Dilma está no Chile para participar das cerimônias de posse da presidenta eleita Michelle Bachelet.

O assunto será discutido em uma reunião de chanceleres amanhã (12) em Santiago. "Os ministros vão criar uma comissão, que pode ser com representantes de todos os países que participarão do encontro, e fazer a interlocução pela construção de um ambiente de acordo, de consenso, de estabilidade lá na Venezuela", disse a presidenta, em entrevista antes de se reunir com Bachelet.

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Além de Dilma, os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, da Bolívia, Evo Morales, da Colômbia, Juan Manuel Santos, do Equador, Rafael Correa, do México, Enrique Peña Nieto, do Paraguai, Horacio Cartes, do Peru, Ollanta Humala, do Suriname, Desiré Bouterse, do Uruguai, José Mujica, e o primeiro-ministro do Haiti, Laurent Lamothe, participarão da posse de Michelle Bachelet.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, havia confirmado presença nas cerimônias, mas cancelou a viagem de última hora. Dilma disse que a ausência do venezuelano não vai prejudicar a atuação da Unasul em busca de soluções para o país bolivariano, em crise por disputas entre o governo e a oposição.

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"O fato de não vir um ou outro presidente não vai interromper esse processo, porque serão os chanceleres e não os presidentes [que irão discutir o assunto]. É um momento de posse, estamos comemorando a posse dela, é mais correto que sejam os chanceleres a fazer a reunião", acrescentou.

Dilma reafirmou que o Brasil defende a "manutenção da ordem democrática" no caso da Venezuela.

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