Ultranacionalistas israelenses invadem mesquita de Al Aqsa antes de marcha

Facções palestinas alertaram que o desfile de bandeiras pelo bairro muçulmano de Jerusalém pode reacender conflitos

Homens judeus carregam bandeiras nacionais israelenses enquanto caminham em um beco, dentro da Cidade Velha de Jerusalém em 29 de maio de 2022
Homens judeus carregam bandeiras nacionais israelenses enquanto caminham em um beco, dentro da Cidade Velha de Jerusalém em 29 de maio de 2022 (Foto: Ammar Awad/Reuters)


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247 - Um grupo de ultranacionalistas judeu entrou no complexo da mesquita de Al Aqsa, antes de uma marcha que pode levar a confrontações entre palestinos e israelenses, informa a Al Jazeera

A correspondente da Al Jazeera, Najwan Simri, disse que as forças israelenses ocuparam o telhado da sala de oração al-Qibli na manhã deste domingo, 29, e sitiaram os fiéis para permitir a passagem de colonos sem impedimentos.

Ela acrescentou que os israelenses impediram que jornalistas e fotógrafos palestinos entrassem em Al-Aqsa e os ameaçaram de prisão.

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As forças de ocupação atiraram balas de borracha contra fiéis palestinos, em um esforço para dispersá-los. Um porta-voz da polícia israelense disse que um pequeno grupo de pessoas havia se barricado dentro da mesquita e estava jogando grandes pedras contra os policiais do lado de fora. Não houve relatos de feridos.

Diante da confusão, os ultranacionalistas aproveitaram para rezar em Al Aqsa, o que não é permitido pela lei israelense. 

O Hamas condenou vídeos postados online mostrando as orações dos judeus no local. "O governo de Israel é totalmente responsável por todas essas políticas irresponsáveis ​​e pelas seguintes consequências", disse à Reuters um alto funcionário do grupo, Bassem Naim.

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A marcha anual celebra a captura da Cidade Velha por Israel na guerra de 1967 e atrai milhares de participantes. Facções palestinas alertaram que o desfile de bandeiras pelo bairro muçulmano de Jerusalém pode reacender conflitos. As tensões vêm aumentando na cidade há semanas.

Marchas anteriores incluíram cantos israelenses de “Morte aos Árabes” e ataques a casas e lojas palestinas na Cidade Velha.

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