UE recorre à lei internacional para criticar reconhecimento de Putin de separatistas na Ucrânia

Líderes internacionais comentam a decisão do Kremlin de reconhecer as autoproclamadas Repúblicas de Donetsk e Lugansk

(Foto: REUTERS/Johanna Geron)


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Brasil de Fato - A decisão da Rússia de reconhecer a independência das autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, regiões separatistas do leste da Ucrânia, foi alvo de críticas de líderes mundiais nesta segunda-feira (21).

"O reconhecimento dos dois territórios separatistas na Ucrânia é uma violação flagrante do direito internacional, da integridade territorial da Ucrânia e dos acordos de Minsk. A União Europeia [UE] e os seus parceiros reagirão com unidade, firmeza e determinação em solidariedade com a Ucrânia", afirmou a presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

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O primeiro-ministro britânico Boris Johnson seguiu a mesma linha e também destacou que a decisão do presidente da Rússia, Vladimir Putin, é uma violação do direito internacional.

Em conversa telefônica nesta segunda-feira (21) com Putin, o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, afirmou que o reconhecimento das autodeclaradas repúblicas é uma "violação unilateral" dos Acordos de Misnk.

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"O chanceler Scholz condenou os planos na Rússia de reconhecer as chamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk como estados independentes", disse o porta-voz do governo federal alemão, Steffen Hebestreit.

Berlim ainda destacou que o cessar-fogo deve ser respeitado e a Rússia tem uma "responsabilidade especial" na atual situação.

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O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou que discutiu "os eventos das últimas horas" com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e que há uma conversa planejada com Boris Johnson. 

"A partir da iniciativa do presidente Zelensky, eu pedi oficialmente pedi que os países-membros do Conselho de Segurança da ONU realizem imediatamente consultas nos termos do Artigo 6 do memorando de Budapeste para discutir ações urgentes destinadas à desescalada, bem como medidas práticas para garantir a segurança da Ucrânia", disse Dmytro Kuleba, ministro das Relações Exteriores ucraniano, em post no twitter no fim da tarde desta segunda.

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Contexto

Os Acordos de Minsk são uma ferramenta diplomática que tenta construir um cessar-fogo na Ucrânia por meio de soluções políticas como anistia, eleições locais, condições de autonomia para áreas separatistas pró-Rússia. A guerra entre separatistas pró-Rússia e as forças de segurança da Ucrânia já deixou cerca de 14 mil mortos desde 2014.

O acúmulo de tropas russas na fronteira com a Ucrânia movimenta a diplomacia há meses. Enquanto Moscou afirmava que não tinha qualquer intenção bélica e negava ter planos para invadir a Ucrânia, os Estados Unidos afirmavam que o Kremlin estava a preparar uma invasão. 

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Um dos problemas vistos por Putin é a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma aliança militar composta por membros alinhados aos EUA, em direção à fronteira russa. Uma de suas demandas era que a Ucrânia não se tornasse membro da Otan. 

Agora, com o reconhecimento russo da independência da região leste da Ucrânia, as dinâmicas podem ganhar novos rumos.

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