UE decide pressionar Venezuela com mais sanções e pede eleições democráticas

Alguns países e a oposição na Venezuela consideram as últimas eleições realizadas no país como ilegítimas e que terminaram com a reeleição de Nicolás Maduro; os 28 países-membros do da União Europeia chegaram a um acordo político para aplicar mais sanções sobre integrantes do governo venezuelano

UE decide pressionar Venezuela com mais sanções e pede eleições democráticas
UE decide pressionar Venezuela com mais sanções e pede eleições democráticas (Foto: Marco Bello - Reuters)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Agência EFE

Os países da União Europeia (UE) decidiram nesta segunda-feira (28) elevar a pressão sobre a Venezuela após as últimas eleições realizadas no país, consideradas como ilegítimas e que terminaram com a reeleição de Nicolás Maduro.

Representados pelos ministros de Relações Exteriores que se reuniram hoje em Bruxelas, os 28 países-membros do bloco chegaram a um acordo político para aplicar mais sanções sobre integrantes do governo da Venezuela. A lista só deve ser publicada em junho.

continua após o anúncio

Os chanceleres já haviam concordado em janeiro em aplicar punições contra membros do alto escalão do governo pela "repressão" no país. Ativos dos punidos foram congelados no exterior e eles foram proibidos de entrar no território do bloco.

Na declaração de hoje, os ministros afirmaram que os últimos eventos na Venezuela "afastaram ainda mais a possibilidade de uma solução negociada constitucional que garanta o respeito da democracia, o Estado de direito e os direitos humanos".

continua após o anúncio

"A UE atuará com rapidez, de acordo com os procedimentos estabelecidos, com o objetivo de impor medidas restritivas dirigidas e reversíveis adicionais, que não prejudiquem a população venezuelana, cuja difícil situação deseja-se aliviar", afirmaram os chanceleres.

Os países do bloco lamentaram que, apesar dos vários pedidos dos atores políticos nacionais e da comunidade internacional, as eleições do último dia 20 foram realizadas sem acordo.

continua após o anúncio

Os chanceleres europeus criticaram especialmente as prisões e os obstáculos à participação dos opositores no pleito, assim como o descumprimento de "padrões democráticos", citando especialmente o "abuso generalizado dos recursos estatais", a "coação eleitoral" e o "acesso desequilibrado dos candidatos à mídia".

Esses fatores levaram a um pleito "nem livre, nem justo", segundo os ministros de Relações Exteriores dos 28 países-membros do bloco.

continua após o anúncio

"Nestas circunstâncias, as eleições e seus resultados carecem de credibilidade", afirmaram os chanceleres na carta.

A UE pede que todas as instituições eleitas democraticamente sejam reconhecidas na Venezuela, especialmente a Assembleia Nacional, a libertação de todos os presos políticos, a defesa do Estado de direito, dos direitos humanos e das liberdades.

continua após o anúncio
continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247