'Ucrânia se tornou um brinquedo nas mãos da OTAN', diz Medvedev, ex-presidente russo

"A Ucrânia é usada como instrumento de pressão geopolítica sobre a Rússia, assim como a China", afirma Dmitry Medvedev

Dmitry Medvedev
Dmitry Medvedev (Foto: Sputnik/Yulia Zyryanova/Pool via Reuters)


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Sputnik - Em entrevista aos principais meios de comunicação russos, incluindo a Sputnik, o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, afirmou que a Ucrânia tem sido usada como instrumento geopolítico para pressionar Rússia e China.

"Infelizmente, a Ucrânia agora se tornou, até certo ponto, um brinquedo nas mãos da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e, sobretudo, nas mãos, claro, dos Estados Unidos, já que a Ucrânia é usada como instrumento de pressão geopolítica sobre a Rússia, assim como a China", disse o ex-mandatário russo, Dmitry Medvedev.

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Segundo o vice-presidente do conselho, as ações de Vladimir Zelensky como presidente da Ucrânia provavelmente vão levar o país à destruição.

"Não estou desapontado com Zelensky. Ele não me decepcionou de forma alguma. Acredito que ele está fazendo exatamente o que uma pessoa com o nível de sua formação, com o nível de sua aptidão profissional para o cargo de presidente da Ucrânia, deveria ter feito. E, infelizmente para ele, provavelmente, isso vai acabar levando à destruição da própria Ucrânia", afirmou.

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Medvedev, no entanto, espera que um declínio nas tensões na Ucrânia seja possível no futuro próximo. Segundo ele, mais tarde os ucranianos vão se cansar das atuais tensões e vão ter de eleger uma liderança que deverá seguir uma política voltada para relações econômicas normais com a Rússia, alcançando um equilíbrio razoável em várias questões, incluindo o reconhecimento da Crimeia como parte da Rússia.

Quando questionado para nomear algum político ucraniano que pudesse buscar normalizar as relações com a Rússia, Medvedev se recusou a comentar, dizendo que seria incorreto e pouco promissor.

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Ele também lembrou uma de suas falas de que não faz sentido negociar com a atual liderança na Ucrânia devido à sua orientação antirrussa. Como exemplo, ele citou a lei discriminatória sobre os povos nativos da Ucrânia, bem como a falha na implementação dos acordos de Minsk sobre Donbass.

Quando perguntado se ele admite a possibilidade de um confronto direto entre a Rússia e a OTAN se a Ucrânia decidir seguir o caminho militar em relação a Donbass, Medvedev disse esperar que não aconteça.

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"Seria o cenário mais dramático, simplesmente catastrófico. E eu só espero que isso nunca aconteça."

O político também observou que ninguém jamais se opôs ao envolvimento dos Estados Unidos nas negociações sobre a Ucrânia.

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"Ninguém jamais se opôs ao envolvimento dos Estados Unidos. Os norte-americanos já estão no jogo, como eles dizem. Eles estão influenciando ativamente os ucranianos, estão ativamente tentando criar problemas para nós. Nesse sentido, deixem que eles participem abertamente e conduzam algum tipo de negociação, influência, usem seus canais de influência na Ucrânia", disse Medvedev, acrescentando que "o principal é que os acordos de Minsk sejam implementados".

O verdadeiro problema, para ele, é a implementação dos acordos, pois "nas palavras todos declaram adesão a esses acordos, e até os ucranianos falam nisso, mas não fazem nada".

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