Ucrânia diz ter destruído blindados da Rússia

A Ucrânia afirmou nesta sexta-feira que artilharia do país destruiu parcialmente uma coluna de blindados russos que entrou em seu território durante a noite, e que forças ucranianas foram atacadas do território da Rússia, no que parece indicar uma escalada militar acentuada entre os dois vizinhos

A Ucrânia afirmou nesta sexta-feira que artilharia do país destruiu parcialmente uma coluna de blindados russos que entrou em seu território durante a noite, e que forças ucranianas foram atacadas do território da Rússia, no que parece indicar uma escalada militar acentuada entre os dois vizinhos
A Ucrânia afirmou nesta sexta-feira que artilharia do país destruiu parcialmente uma coluna de blindados russos que entrou em seu território durante a noite, e que forças ucranianas foram atacadas do território da Rússia, no que parece indicar uma escalada militar acentuada entre os dois vizinhos (Foto: Gisele Federicce)


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Por Natalia Zinets e Richard Balmforth

KIEV (Reuters) - A Ucrânia afirmou nesta sexta-feira que artilharia do país destruiu parcialmente uma coluna de blindados russos que entrou em seu território durante a noite, e que forças ucranianas foram atacadas do território da Rússia, no que parece indicar uma escalada militar acentuada entre os dois vizinhos.

O governo russo negou que forças tenham entrado no território ucraniano e acusou Kiev de tentar sabotar a entrega de assistência humanitária para áreas do leste da Ucrânia afetadas pelos confrontos entre separatistas pró-Rússia e as tropas do governo de Kiev, apoiado pelo Ocidente.

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A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmou ter havido uma incursão russa na Ucrânia, embora evitando o termo invasão, e governos europeus acusaram o Kremlin de aprofundar o conflito.

A Organização das Nações Unidas (ONU) disse que não pode verificar os relatos da fronteira ucraniana, mas fez um apelo por uma redução imediata da tensão.

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Kiev e seus aliados ocidentais vêm acusando a Rússia reiteradamente de armar os separatistas pró-Moscou no leste ucraniano e de enviar unidades militares disfarçadas para a Ucrânia.

Não estava claro se a coluna de blindados era oficialmente parte das Forças Armadas russas em atividade, mas provas de veículos militares russos capturados ou destruídos em território ucraniano reforçariam as alegações de Kiev, e poderiam desencadear uma nova rodada de sanções contra o Kremlin.

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O porta-voz dos militares ucranianos Andriy Lysenko disse a jornalistas que as forças de Kiev flagraram uma coluna militar russa aproveitando a escuridão para cruzar a fronteira.

"Ações apropriadas foram adotadas e parte dela (a coluna de blindados) não existe mais", afirmou Lysenko.

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O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, informou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, sobre o incidente, e disse que uma parte "significativa" da coluna russa foi destruída, de acordo com um comunicado do gabinete de Poroshenko.

A Grã-Bretanha convocou o embaixador da Rússia para pedir esclarecimentos sobre os relatos de uma incursão militar na Ucrânia, e ministros das Relações Exteriores da União Europeia afirmaram que quaisquer ações militares unilaterais da Rússia na Ucrânia seriam uma violação flagrante das leis internacionais.

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O Ministério da Defesa da Rússia, no entanto, negou que as forças ucranianas tenham destruído uma coluna militar russa, dizendo que nenhuma força militar cruzou a fronteira para o leste da Ucrânia.

"Não houve nenhuma coluna militar russa que cruzou a fronteira russo-ucraniana nem à noite nem durante o dia", disse o Ministério da Defesa, segundo a agência de notícias estatal russa RIA, classificando a informação da Ucrânia como "uma espécie de fantasia".

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Em um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores russo, Moscou acusou forças ucranianas de intensificarem os combates contra os rebeldes pró-Rússia no leste ucraniano para tentar sabotar os esforços russos de levar assistência às áreas dominadas pelos separatistas.

(Reportagem adicional de Natalia Zinets em Kiev, Maria Tsvetkova e Alexander Winning em Moscou e Alexei Anishchuk em Sochi, Rússia)

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