Ucrânia critica governos do BRICS e cita Brasil: 'Esperamos que eleições mudem postura do país'
Para Kiev, quem continua a negociar com Moscou é responsável pela morte de ucranianos e deve mudar percepção, incluindo Brasil, que precisa mostrar "que é amigo do povo ucraniano".
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Sputnik Brasil - Nesta quarta-feira (24), durante entrevista coletiva em Genebra, a embaixadora da Ucrânia na ONU, Yevheniia Filipenko, criticou os governos que fazem parte do BRICS e que mantiveram e até ampliaram o comércio com a Rússia desde o início do conflito, segundo a coluna de Jamil Chade no portal UOL.
"O mundo todo deu uma resposta vocal contra a agressão [operação] da Rússia nas resoluções aprovadas na ONU. Os países, inclusive os do BRICS, demonstraram que apoiam a lei e ordem. Espero que entendam que a neutralidade e ter negócios com um país que perpetua agressão irá financiar a máquina de guerra e vai incentivar novas agressões, não apenas desse país, mas também de outros pelo mundo
Apesar de sanções por parte dos EUA e Europa, Moscou continua a exportar aos parceiros do bloco. No caso brasileiro, os dados mostram que o país dobrou as importações de bens russos desde o início da operação russa, conforme noticiado.
Sobre o Brasil, especificamente, Filipenko citou a "boa relação de trabalho" que mantém com o Itamaraty, sugerindo que há espaço para uma mudança e uma postura mais clara por parte do país após o pleito deste ano.
"Minha mensagem seria a de que continuemos a trabalhar juntos para defender a ordem internacional, o multilateralismo, e a Carta da ONU. Espero que a eleição no Brasil demonstre que povo brasileiro também apoia o povo ucraniano em nossa luta por liberdade, que ela traga uma mudança positiva e um papel positivo desse país no cenário internacional", afirmou.
No Ministério das Relações Exteriores, a orientação é de crítica contra as sanções impostas contra a Moscou, postura reafirmada pelo Executivo através de declarações do presidente, Jair Bolsonaro.
Nos primeiros dias da operação russa na Ucrânia, o Brasil votou a favor de resoluções que denunciaram a operação, no entanto, o governo mudou de postura e, em várias votações nos organismos internacionais, optou por uma abstenção.
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