Ucrânia alerta para nova ofensiva russa e tenta evacuar civis
Autoridades ucranianas dizem que as forças russas estão se reagrupando para uma nova ofensiva
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Reuters - Autoridades ucranianas dizem que as forças russas estão se reagrupando para uma nova ofensiva e que Moscou planeja tomar o máximo de território possível na parte leste da Ucrânia, conhecida como Donbas, na fronteira com a Rússia.
A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, anunciou nesta quinta-feira (7) um acordo com a Rússia para a abertura de 10 corredores seguros, principalmente no sul e leste da Ucrânia, mas disse que os moradores que tentarem deixar a cidade sitiada de Mariupol terão que usar seus próprios veículos.
"Evacuem! As chances de salvar você e sua família estão diminuindo a cada dia", disse Serhiy Gaidai, governador da região leste de Luhansk. As autoridades de Dnipro, uma cidade no centro-leste da Ucrânia, também pediram que mulheres, crianças e idosos saíssem.
"A situação no Donbas está gradualmente esquentando, e entendemos que abril será bastante intenso", disse o prefeito de Dnipro, Borys Filatov, em um vídeo online.
O conselheiro presidencial ucraniano, Oleksiy Arestovycvh, disse que os ataques aéreos russos estão agora focados principalmente em áreas do leste da Ucrânia, mas acrescentou.
A vice-ministra da Defesa ucraniana, Hanna Malyar, disse que, embora o foco da Rússia por enquanto esteja principalmente no leste, seu objetivo de longo prazo é tomar toda a Ucrânia. Um alto funcionário militar disse que a Rússia provavelmente atacará a capital Kiev novamente se ganhar o controle total das regiões de Donetsk e Luhansk.
As forças armadas da Ucrânia dizem que a Rússia quer consolidar uma passagem terrestre entre duas repúblicas populares separatistas e autoproclamadas em Donbas e na região sul da Crimeia, que foi reintegrada à Rússia em 2014.
Oleh Synyehubov, governador da região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, disse que os bombardeios russos tinham como objetivo "pressionar a população civil" e destruir a infraestrutura civil.
A Rússia nega ter como alvo civis em uma "operação militar especial" que, segundo ela, visa desmilitarizar e "desnazificar" a Ucrânia.
Várias tentativas de chegar a um acordo de passagem segura para ônibus para levar suprimentos a Mariupol e trazer civis para fora falharam desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, com cada lado culpando o outro.
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