Turquia acusa Grécia de relutar em abrir diálogo sobre crise no Mediterrâneo
"Se a Grécia pensa que abriremos mão de nossos direitos e interesses, está errada", disse o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu
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Sputnik - A Grécia não está disposta a atual tensão política com a Turquia causada pela delimitação de zonas marítimas contestadas no mar Mediterrâneo, disse o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, nesta sexta-feira (4).
Na quinta-feira (3), o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, disse que tanto a Grécia quanto a Turquia concordaram em manter conversas técnicas no âmbito da aliança para reduzir o risco de uma nova escalada na tensão entre os países. De acordo com o que publicou a agência de notícias estatal grega AMNA, fontes diplomáticas em Atenas refutaram as afirmações do secretário-geral.
"O secretário-geral [da OTAN] propôs algumas iniciativas para que não houvesse incidentes prejudiciais entre os dois Estados membros da OTAN. Tomamos essa [iniciativa] positivamente e concordamos com ela. Pedimos à Grécia que faça o mesmo. Mas ela [Grécia] não é sincera e não está do lado do diálogo", disse Cavusoglu a repórteres.
De acordo com o ministro, a refutação da declaração de Stoltenberg pela Grécia é uma lição para aprender.
"Se a Grécia pensa que abriremos mão de nossos direitos e interesses, está errada. Sabemos que estamos certos e falamos sobre isso em todas as plataformas. Portanto, o diálogo é inevitável, e a UE sabe que a Grécia está errada. Ela [a Grécia] agora ouve falar sobre isso de outros países europeus", observou Cavusoglu.
Grécia e Turquia acusam-se mutuamente de assinar acordos ilegais sobre a delimitação de zonas marítimas que não consideram os interesses da outra parte.
Recentemente as tensões aumentaram após o navio de exploração Oruc Reis, da Turquia, iniciar pesquisas para potencial perfuração de hidrocarbonetos em território que a Grécia afirma ser parte de sua própria zona econômica exclusiva. Em resposta à Turquia, Atenas colocou seus militares em alerta máximo e protestou na União Europeia (UE) e na Organização das Nações Unidas (ONU).
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