Trump volta a disparar contra China: 'Poderiam facilmente ter parado a praga'
O presidente norte-americano, Donald Trump, disparou mais um ataque verbal contra China, dizendo que Pequim poderia ter "facilmente" freado a pandemia e que agora está travando uma guerra de informação para escapar da responsabilidade
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Sputnik - Trump atacou a China em uma enxurrada de publicações no Twitter, aparentemente em resposta à recente declaração do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, que acusou o líder americano de "tentar enganar o público, difamar os esforços da China e transferir a culpa da incompetência dos EUA" ao lidar com a crise da Covid-19.
"O porta-voz fala estupidamente em nome da China, tentando desesperadamente desviar a dor e a carnificina que seu país espalhou pelo mundo. Sua desinformação e ataque de propaganda a Estados Unidos e Europa é uma desgraça...", disse Trump.
"… Isso tudo vem de cima. Eles poderiam facilmente ter parado a praga, mas não o fizeram!" - enfatizou.
O comentário da chancelaria chinesa veio após o envio de uma carta da Casa Branca à Organização Mundial da Saúde (OMS), ameaçando suspender permanentemente o financiamento americano se a organização não fizesse melhorias substanciais. Zhao pediu à comunidade internacional que continue apoiando a organização.
"Implicando com a China enquanto evitavam e barganhavam suas próprias obrigações internacionais na OMS, os EUA obviamente calcularam mal a situação e fizeram um movimento mal direcionado", ponderou o porta-voz chinês.
A carta da Casa Branca à OMS repetiu uma série de argumentos que o presidente Trump fez nas últimas semanas, acusando a organização de apresentar um viés pró-China e de ajudar Pequim a encobrir a gravidade do surto de coronavírus.
Presidente da China, Xi Jinping, durante participação por videoconferência na Assembleia da Organização Mundial da Saúde (OMS), 18 de maio de 2020
Washington inicialmente congelou o financiamento à OMS em abril sob as mesmas alegações, prometendo fazer uma revisão de sua resposta à crise do coronavírus, enquanto pedia a Pequim que aumentasse suas contribuições para a organização.
A China rejeita as acusações de Trump e prometeu um financiamento adicional à organização de dois bilhões de dólares (R$ 11,3 bilhões) nos próximos dois anos.
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