Trump promete punir empresa americana que exportar empregos

"Empresas não vão mais deixar os Estados Unidos sem consequências. Isso não vai acontecer”, afirmou o republicano em visita a uma fábrica da Carrier em Indianápolis; Trump, que assume o poder em 20 de janeiro, não disse que consequências seriam essas, mas durante a campanha eleitoral ele ameaçou com frequência estabelecer uma tarifa de importação de 35 por cento sobre bens produzidos por empresas norte-americanas que tivessem transferido empregos para o exterior; ou seja, seria o fim da globalização

Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso em Manhattan. 09/11/2016 REUTERS/Mike Segar
Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso em Manhattan. 09/11/2016 REUTERS/Mike Segar (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Emily Stephenson

INDIANÁPOLIS (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou nesta quinta-feira que as empresas norte-americanas enfrentarão “consequências” por transferirem empregos para o exterior, ao mesmo tempo em que promoveu o seu êxito em persuadir uma fabricante de ar-condicionado a manter cerca de 1.000 postos de trabalho nos EUA em vez de transferi-los para o México.

"Empresas não vão mais deixar os Estados Unidos sem consequências. Isso não vai acontecer”, afirmou o republicano em visita a uma fábrica da Carrier em Indianápolis.

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Trump, que assume o poder em 20 de janeiro, não disse que consequências seriam essas, mas durante a campanha eleitoral ele ameaçou com frequência estabelecer uma tarifa de importação de 35 por cento sobre bens produzidos por empresas norte-americanas que tivessem transferido empregos para o exterior.

A manutenção dos postos de trabalho nos EUA foi um dos principais temas da campanha eleitoral de Trump, e ele repetidas vezes criticou a Carrier por conta do plano da companhia de transferir a produção para o México.

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Aparentemente sob a pressão de Trump, a Carrier anunciou nesta semana que tinha concordado em manter mais de 1.000 empregos na fábrica e na sua sede, ao mesmo tempo que ainda planejava transferir mais de 1.000 outros empregos norte-americanos para o México.

Trump afirmou que as suas negociações com a fabricante de ar-condicionado eram um modelo de como ele se relacionaria com outras empresas norte-americanas tentadas a transferir empregos para o exterior para economizar dinheiro.

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Ele prometeu criar um ambiente saudável para negócios com impostos mais baixos e menos regulamentação.

"Eu quero apenas que todas as outras empresas saibam que nós vamos fazer coisas boas para os negócios. Não há mais razão para elas partirem”, declarou Trump.

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Se essa abordagem não funcionar, haveria penalidades, alertou Trump.

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