Trump escolhe auxiliares e deve adotar linha dura em seu governo

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, escolheu personalidades consideradas linha dura para ocupar algumas das funções mais importantes de sua equipe, com indicações de que não vai suavizar os principais pontos defendidos ao longo de sua campanha eleitoral: o combate aos imigrantes sem documentos e à entrada de muçulmanos no país, e a busca por culpados por ataques a alvos americanos no exterior; Trump assume em 20 de janeiro de 2017

Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso em Manhattan. 09/11/2016 REUTERS/Mike Segar
Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso em Manhattan. 09/11/2016 REUTERS/Mike Segar (Foto: Giuliana Miranda)


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José Romildo - Correspondente da Agência Brasil

O presidente eleito Donald Trump escolheu personalidades consideradas linha dura para ocupar algumas das funções mais importantes de sua equipe, com indicações de que não vai suavizar os principais pontos defendido ao longo de sua campanha eleitoral, que são o combate aos imigrantes sem documentos e à entrada de muçulmanos no país e a busca por culpados por ataques a alvos americanos no exterior.

Eleito em 8 de novembro, em um pleito em que os institutos de pesquisas davam como vitoriosa a candidata pelo Partido Democrata, Hillary Clinton, Donald Trump assume o governo dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2017.

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Para a Secretaria de Justiça, Trump escolheu o senador Jeff Sessions; para diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), Mike Pompeo e, para a área de Segurança Nacional, o general Michael Flynn. Jeff Sessions é senador pelo estado do Alabama e foi durante a campanha eleitoral defensor da repressão a imigrantes sem documentos. Mike Pompeo, deputado pelo estado de Kansas, é um fervoroso crítico do acordo nuclear assinado pelos Estados Unidos com o Irã. E o general já afirmou que não acredita que todas as culturas são "moralmente equivalentes" e certa vez disse que o Islã era um "um câncer".

As escolhas de Donald Trump estão recebendo críticas de vários setores políticos americanos, que consideram que as indicações ameaçam a unidade nacional e podem também reverter o progresso das minorias raciais, religiosas e sexuais e das questões relacionadas a direitos civis.

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Essas indicações e mais os nomes para os cargos de secretário de Estado, secretário do Tesouro e secretário do Comércio, os mais poderosos do novo governo, serão anunciados formalmente até terça-feira (22). O candidato principal para o secretário do Estado é Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, que ficou famoso por adotar o padrão "tolerância zero" na cidade. Apoiado por ações da polícia, muitas vezes criticada por ser excessivamente rigorosa, o ex-prefeito conseguiu baixar os índices de assaltos e de assassinatos de Nova York, na década de 1990.

O principal candidato ao cargo de secretário do Tesouro é Steven Minuchin. Para a Secreteria de Comércio, o mais cotado é Wilbur Ross.

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