Trump endurece fala contra imigração ilegal e México diz que ele é uma ameaça

Candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu n que qualquer pessoa que esteja ilegalmente no país estará sujeita a deportação se ele for eleito; Trump disse que todas as pessoas que estão nos EUA sem documentos terão "só uma rota" para obter status legal se ele vencer a eleição de 8 de novembro: "voltar para casa e solicitar a reentrada"; presidente mexicano Enrique Peña Nieto disse que o posicionamento de Trump "pode representar uma grande ameaça ao México, e não estou preparado para ficar de braços cruzados e não fazer nada"; "Este risco, esta ameaça, devem ser confrontados.", afirmou

Presidente do México, Enrique Peña Nieto, durante encontro com candidato à Presidência dos EUA Donald Trump. 31/08/2016 REUTERS/Henry Romero
Presidente do México, Enrique Peña Nieto, durante encontro com candidato à Presidência dos EUA Donald Trump. 31/08/2016 REUTERS/Henry Romero (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu na quarta-feira que qualquer pessoa que esteja ilegalmente no país estará sujeita a deportação se ele for eleito, aferrando-se à uma posição rígida depois de flertar com uma abordagem mais branda sobre a imigração.

Em um grande discurso no Estado fronteiriço do Arizona, Trump mostrou ter uma visão negativa das 11 milhões de pessoas que entraram nos EUA irregularmente, uma semana depois de dizer que muitas delas são "ótimas pessoas" que vivem no país há anos e contribuem para a sociedade norte-americana.

Trump disse que todas as pessoas que estão em seu país sem documentos terão "só uma rota" para obter status legal se ele vencer a eleição de 8 de novembro: "voltar para casa e solicitar a reentrada".

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"Nossa mensagem ao mundo será esta: você não pode obter status legal ou se tornar cidadão dos Estados Unidos entrando ilegalmente em nosso país", afirmou. "As pessoas saberão que você não pode simplesmente se infiltrar, se esconder e esperar ser legalizado", disse. "Esses dias acabaram".

O magnata voltou a prometer que o México irá pagara pela construção de um "grande muro na fronteira" entre os dois países. Ele falou horas depois de o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, lhe dizer em um encontro cara a cara na Cidade do México que sua nação não pagará pela obra.

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"Iremos construir um grande muro ao longo da fronteira sul", afirmou o bilionário. "E o México irá pagar pelo muro – 100 por cento. Eles ainda não sabem, mas irão pagar pelo muro".

Em uma coletiva de imprensa conjunta com Peña Nieto, Trump disse que ele e o mandatário não debateram quem irá financiar a construção. Peña Nieto manteve silêncio a respeito do tema no encontro, mas mais tarde escreveu no Twitter que tocou no assunto.

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"No começo da conversa com Donald Trump, deixei claro que o México não irá pagar pelo muro", disse.

Trump usou o discurso em Phoenix para esclarecer sua postura sobre a imigração ilegal depois de tergiversar a respeito do tema na semana passada, e retomou a retórica radical que lhe ajudou a derrotar 16 rivais e conquistar a candidatura republicana, animando os conservadores com sua visão da questão.

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Ann Coulter, ativista conservador que se irritou com a possibilidade de Trump estar se abrandando, tuitou: "Ouvi dizer que Churchill tinha uma bela oratória, mas o discurso sobre imigração de Trump é o discurso mais magnífico já feito".

Ameaça 

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O presidente do México, Enrique Peña Nieto, classificou Donald Trump como uma ameaça ao país, poucas depois de mostrar uma imagem positiva em conversas entre os dois na quarta-feira para tentar diminuir tensões sobre a campanha retórica antimexicanos do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos.

O presidente Enrique Peña Nieto saudou na tarde de quarta-feira como "aberto e construtivo" o encontro com Trump, que posteriormente se referiu ao líder mexicano como amigo e um "maravilhoso" presidente.

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Mas em uma entrevista televisionada na noite de quarta-feira, Peña Nieto buscou se defender contra amplas críticas por sua decisão de convidar o candidato republicano, apesar de repetidos ataques verbais contra o México.

"Suas posições políticas podem representar uma grande ameaça ao México, e não estou preparado para ficar de braços cruzados e não fazer nada", disse Peña Nieto. "Este risco, esta ameaça, devem ser confrontados. Eu disse a ele que esta não é a maneira de construir uma relação benéfica mútua para ambas nações".

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A rápida aceitação de Trump para um convite enviado na sexta-feira tomou o governo do México de surpresa, e sua visita à Cidade do México ocorreu algumas horas antes de um importante discurso sobre imigração, à medida que busca diminuir a vantagem da rival democrata, Hillary Clinton, nas pesquisas.

As acusações de Trump de que o México envia estupradores e traficantes aos Estados Unidos, e suas ameaças de construir um muro na fronteira e quebrar acordos comerciais, irritaram o governo, mas seu encontro com Peña Nieto na quarta-feira lhe deu a chance de se apresentar com tom mais moderado.

Ele falou sobre mexicanos-americanos em bons termos e destacou áreas de interesse comum entre os dois país, mesmo enfatizando a mensagem de que irá construir um muro.

Peña Nieto havia comparado Trump a ditadores como Adolf Hitler e Benito Mussolini anteriormente neste ano. Mas seu governo informou que Trump entendeu as preocupações no encontro, tornando a tensa aparição de Peña Nieto na TV ainda mais surpreendente.

Na noite de quarta-feira, em discurso em Phoenix após o encontro com o líder mexicano, Trump falou sobre uma série de medidas para diminuir a imigração ilegal.

Ele disse a uma multidão que o México deveria pagar "100 por cento" pelo muro e que caso ganhe a eleição, todos que moram ilegalmente nos Estados Unidos serão enviados de volta ao país natal. Isto iria refletir na saída de milhões de mexicanos.

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