Trump diz que China se apoderará de antiga base aérea da Otan no Afeganistão
O ex-presidente dos EUA condenou novamente a maneira como o país abandonou o conflito no Afeganistão, e acrescentou que a China deverá tomar a antiga Base Aérea de Bagram da Aliança Atlântica
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Sputnik - A China poderá tomar a Base Aérea de Bagram no Afeganistão, que reunia dezenas de milhares de militares da Otan durante sua ocupação do país entre outubro de 2001 e agosto de 2021, disse na sexta-feira (7) Donald Trump, ex-presidente dos EUA (2017-2021).
"Eles já não falam da retirada. Eles não falam disso de propósito. Foi tão mau que estava matando [Joe Biden, presidente dos EUA]. Dois, três dias depois de terminar, eles deixaram até de o mencionar", afirmou Trump à emissora Fox News, acrescentando que se ainda fosse presidente, ele não largaria a posse de Bagram e da Instalação de Detenção de Parwan dentro dela, que tem milhares de prisioneiros jihadistas.
"Nós teríamos ficado com Bagram, pois se encontra junto da China, e está a uma hora de sua instalação nuclear, e a demos também. Agora a China vai tomar conta de Bagram, na minha opinião", continuou, apesar de a fronteira com a China estar a 525 km de distância, e a usina nuclear chinesa de Fangchenggang, a mais próxima do local, estar mais de 4.000 km para o sudeste do Afeganistão.
De acordo com Trump, se ele ainda fosse presidente dos EUA, a retirada ainda aconteceria, mas decorreria de maneira diferente.
"Nós teríamos retirado todas as pessoas, teríamos levado todo o nosso equipamento, não teríamos soldados sem mãos e pés", comentou, em referência a 13 militares dos EUA e muitos outros feridos em um ataque terrorista de agosto pelo EI-K, um ramo do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) que atua no Afeganistão e Paquistão, durante a retirara de civis afegãos e militares da Otan no aeroporto de Cabul, Afeganistão.
"Estava na hora de sair, mas a forma como [Biden] saiu foi um desastre tão grande", resumiu Donald Trump, e culpou os generais, "que nunca deviam ter deixado isso acontecer".
Em setembro Kenneth McKenzie, comandante do Comando Central dos EUA, e Mark Milley, chefe de Estado-maior, contaram ao Congresso do país norte-americano que planejavam deixar um mínimo de 2.500 militares permanentemente no Afeganistão para assegurar as operações militares de Washington, mas que a administração Biden recusou a ideia por temer que o Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) retomasse os ataques aos militares.
Os EUA e o Talibã assinaram em fevereiro de 2020, em Doha, Qatar, um acordo que previa a saída das tropas norte-americanas do Afeganistão até final de abril, mas a entrada em poder da administração de Biden em janeiro de 2021 resultou em uma mudança nos planos, que a adiou até um prazo limite de 11 de setembro de 2021, data do 20º aniversário dos ataques terroristas em Nova York, EUA, que levou diretamente à invasão do país asiático.
Trump tem condenado a forma como os EUA saíram do Afeganistão desde a retirada das tropas de Washington e da Otan do país.
iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popularAssine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247