Trump condiciona construção de muro como moeda de troca para acordo migratório

Presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu ajudar a proteger os jovens levados ilegalmente ao país na infância, os chamados "dreamers", pediu que qualquer acordo de imigração inclua o financiamento de um muro na fronteira com o México; em uma lista de "princípios", o governo Trump também pressionou pela repressão a menores desacompanhados que entram nos EUA, muitos deles saídos da América Central

Presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu ajudar a proteger os jovens levados ilegalmente ao país na infância, os chamados "dreamers", pediu que qualquer acordo de imigração inclua o financiamento de um muro na fronteira com o México; em uma lista de "princípios", o governo Trump também pressionou pela repressão a menores desacompanhados que entram nos EUA, muitos deles saídos da América Central
Presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu ajudar a proteger os jovens levados ilegalmente ao país na infância, os chamados "dreamers", pediu que qualquer acordo de imigração inclua o financiamento de um muro na fronteira com o México; em uma lista de "princípios", o governo Trump também pressionou pela repressão a menores desacompanhados que entram nos EUA, muitos deles saídos da América Central (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu ajudar a proteger os jovens levados ilegalmente ao país na infância, os chamados "dreamers", pediu no domingo que qualquer acordo de imigração inclua o financiamento de um muro na fronteira com o México.

Em uma lista de "princípios" apresentados em documentos divulgados pela Casa Branca, o governo Trump também pressionou pela repressão a menores desacompanhados que entram nos EUA, muitos deles saídos da América Central.

O plano, que foi entregue aos líderes do Congresso na noite de domingo, foi logo rejeitado pelos democratas, que buscam uma solução legislativa para o programa de proteção a crianças que entraram ilegalmente nos EUA com seus pais, que Trump encerrou no mês passado.

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"O governo não pode estar falando sério a respeito de uma concessão ou ajuda aos 'dreamers' se começar com uma lista que é uma anátema para os 'dreamers', para a comunidade imigrante e para a grande maioria dos americanos", disseram a líder democrata na Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, e o líder democrata no Senado, Chuck Schumer.

"A lista inclui o muro, que foi descartado explicitamente nas negociações. Se o presidente estava falando sério sobre proteger os 'dreamers', seus funcionários não fizeram um esforço de boa fé para isso", disseram em um comunicado.

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A gestão Trump quer que a 'lista de desejos' seja a base da reforma imigratória no Congresso e acompanhe um projeto de lei de substituição do programa do ex-presidente Barack Obama que protegeu quase 800 mil "dreamers" da deportação e lhes permitiu obter vistos de trabalho.

Se adotadas, as prioridades da Casa Branca poderiam resultar na deportação dos pais dos "dreamers".

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As propostas enfatizam a vigilância da imigração e incluem um pedido de fundos para contratar mais 370 juízes de imigração, mil advogados para a Agência de Imigração e Aduana (ICE, na sigla em inglês), 300 procuradores federais e mil agentes adicionais da ICE para aplicar as leis de imigração.

"Estas prioridades são essenciais para mitigar as consequências legais e econômicas de qualquer concessão de status a beneficiários do programa", disse o diretor de assuntos legislativos de Trump, Marc Short, aos repórteres em uma coletiva por telefone. A Casa Branca deixou claro que não defenderá a concessão de cidadania ou de qualquer legalização da situação dos "dreamers" em um eventual acordo.

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Trump disse ao Congresso que este tem seis meses para propor uma legislação para ajudar os "dreamers", que são uma fração dos 11 milhões de imigrantes ilegais no país, a maioria deles hispânicos.

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