Trump busca votos na Flórida com mentiras e acusações a Cuba

Durante todo o seu mandato, Donald Trump realizou uma política agressiva em relação a Cuba. Não se poderia esperar outra coisa dele na campanha pela reeleição

(Foto: Kevin Lamarque)


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247 - A quatro meses das eleições presidenciais nos Estados Unidos, o estado da Flórida é tido como o mais importante, conforme catalogado pelo estrategista republicano Ford O 'Connell.

Trump sabe disso, por essa razão, na última sexta-feira (10), ele se concentrou na coleta de votos latinos, principalmente venezuelanos e cubanos, depois de visitar o Comando Sul, na cidade de Doral, para analisar o progresso da operação antidrogas no Caribe e no Pacífico oriental, em marcha desde abril e denunciado pelas autoridades venezuelanas como uma provocação em seu litoral.

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No entanto, outro objetivo foi explicitado com sua participação em uma mesa redonda na Igreja Doral de Jesus: seu forte ódio contra Cuba e Venezuela, aparentemente escondido atrás de declarações de "solidariedade".

"Estamos lutando para libertar a Venezuela, para libertar Cuba", disse ele durante o evento, batizado de Apoio ao povo da Venezuela, acrescentando que os dois países estavam "perfeitamente sob controle".

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Em entrevista recente à agência de notícias Prensa Latina (PL), o advogado José Pertierra alertou que "não há como chegar à Casa Branca sem passar pela Flórida". Para Trump, a estratégia eleitoral naquele estado não pode ser outra retórica - além de atacar o socialismo e dizer que os democratas querem levar esse sistema para os Estados Unidos.

As críticas do presidente contra o ex-presidente Barack Obama e o ex-vice-presidente Joe Biden por promover uma política de aproximação com a nação caribenha demonstram o argumento anterior.

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Robert O’Brien, consultor de segurança nacional, também esteve presente e, de acordo com o discurso do presidente, reconheceu que a operação antidrogas "faz parte dos esforços para derrubar Nicolás Maduro".

O número de infecções e mortes pelo Covid-19 naquele território não é suficiente para Trump, que se mostrou em público sem máscara e mal falou da pandemia, limitando-se a afirmar que o país está reabrindo com segurança e responsabilidade.

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Por seu lado, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, rejeitou as "declarações mentirosas" e criticou o oportunismo eleitoral do presidente republicano, que não explica como a eliminação de viagens e intercâmbios, o ataque às famílias cubanas e o aperto brutal do bloqueio podem ajudar o povo cubano.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, rejeitou as declarações falaciosas do presidente dos EUA, "mal assessorado e apegado à retórica falida", durante sua visita à Flórida na sexta-feira.

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"Em seu oportunismo eleitoral, ele não explica como a eliminação de viagens e intercâmbios, o ataque às famílias cubanas e o aperto brutal do bloqueio ajudam o povo cubano", escreveu o chefe de Relações Exteriores de Cuba em sua conta na rede social Twitter.

Donald Trump viajou para a Flórida para fazer soar os tambores da guerra, em uma jornada totalmente afastada da realidade de seu país. Lá, ele ostentou a utilização que deu a quase 2,5 trilhões usados ​​para reconstruir as forças armadas americanas.Quantos dos mais de 130.000 americanos que morreram de Covid-19 poderiam ter sido salvos com uma parte mínima desse dinheiro?

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Em uma demonstração que dá muito o que pensar, o magnata-presidente visitou o Centro de Adoração de Doral Jesus, conhecido por suas ligações ao ataque terrorista contra a Embaixada de Cuba em Washington em 30 de abril.

O discurso agressivo contra Cuba, Nicarágua e Venezuela e a lembrança de suas façanhas imperiais contra os povos dessas nações não puderam estar ausentes.

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Repetir publicamente duas vezes seu orgulho pelo prêmio "Baía dos Porcos" já diz tudo. É mais do que um símbolo. Quem celebra uma derrota vergonhosa só pode esperar uma derrota igualmente ignominiosa e o julgamento implacável da história.

Fonte: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba
 

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