Trump acusa secretário de Justiça de prejudicar candidaturas republicanas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou nesta segunda-feira (3) um novo ataque ao secretário de Justiça, Jeff Sessions, acusando-o de colocar em perigo as chances de reeleição de dois deputados republicanos ao apresentar acusações contra eles pouco antes das eleições congressuais
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247, com Reuters, por Michelle Price e David Shepardson - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou nesta segunda-feira (3) um novo ataque ao secretário de Justiça, Jeff Sessions, acusando-o de colocar em perigo as chances de reeleição de dois deputados republicanos ao apresentar acusações contra eles pouco antes das eleições congressuais.
Trump escreveu no Twitter que a decisão do Departamento de Justiça de apresentar acusações irá prejudicar a conquista de cadeiras seguras de republicanos na Câmara dos Deputados.
Analistas eleitorais acreditam que há uma chance de 50 por cento de o Partido Democrata assumir o controle da Câmara na eleição de 6 de novembro. Os Republicanos atualmente possuem uma vantagem de 236 a 193.
"Duas investigações de longa duração da era Obama sobre dois deputados republicanos muito populares foram levadas para uma acusação muito divulgada, pouco antes das eleições, pelo Departamento de Justiça de Jeff Sessions", escreveu o presidente republicano.
"Duas vitórias fáceis agora em dúvida porque não há tempo suficiente. Bom trabalho, Jeff...".
A porta-voz do Departamento de Justiça, Sarah Isgur Flores, negou-se a comentar sobre os tuítes de Trump, que não nomeavam os deputados.
Em 8 de agosto, o deputado Christopher Collins, um republicano que foi o primeiro apoiador de Trump na Câmara quando o presidente era candidato, foi acusado de participar de um esquema de uso de informações privilegiadas envolvendo uma companhia australiana de biotecnologia em cujo conselho trabalhava.
Collins negou qualquer ato irregular, mas não irá tentar a reeleição.
Apesar da queixa de Trump de que ambas as investigações começaram durante o governo do presidente democrata Barack Obama, Collins foi acusado por transações feitas em junho de 2017 – quase seis meses depois de Trump assumir.
Em 23 de agosto, o deputado republicano Duncan Hunter foi indiciado por acusações de que usou com sua esposa milhares de dólares em fundos da campanha para pagar viagens, videogames e outras despesas pessoais e preencheu relatórios falsos de finanças da campanha, disseram autoridades federais.
Hunter, o segundo congressista a apoiar Trump para a Casa Branca, negou qualquer ato irregular, e uma pesquisa de opinião recente o colocava na liderança para a eleição. A investigação sobre Hunter começou durante o governo Obama.
O senador Brian Schatz, um democrata, questionou os comentários de Trump e a legalidade deles.
"Ele não esconde como vê a lei, a aplicação da lei, a justiça. Em seu mundo elas fizeram um juramento a ele, não à Constituição e às regras", escreveu Schatz no Twitter.
O presidente tem repetidamente atacado Sessions por ter se afastado de uma investigação sobre a interferência russa na eleição presidencial norte-americana de 2016. Após o afastamento, o vice-secretário de Justiça, Rod Rosenstein, nomeou o procurador especial Robert Mueller para liderar a investigação, que Trump chama de "caça às bruxas".
Na semana passada, Trump disse à Bloomberg que o secretário de Justiça está seguro no cargo até novembro, mas se negou a dizer se irá manter Sessions no cargo após isto.
O presidente tem repetidamente negado qualquer conluio entre sua campanha e Moscou. Agências da inteligência dos EUA concluíram que a Rússia tentou ajudar Trump a vencer a eleição de 2016, mas o Kremlin nega envolvimento.
iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popularAssine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247