Tribunal pró-Rússia condena à morte dois britânicos e um marroquino que lutavam ao lado das forças ucranianas, diz Reuters

"Os prisioneiros de guerra não devem ser explorados para fins políticos", disse o porta-voz do primeiro-ministro britânico Boris Johnson, de acordo com a agência de notícias

Aiden Aslin e Shaun Pinner
Aiden Aslin e Shaun Pinner (Foto: Reuters)


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Reuters - Dois britânicos e um marroquino que foram capturados enquanto lutavam pela Ucrânia foram condenados à morte nesta quinta-feira por um tribunal da autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD), no leste da Ucrânia, alinhada à Rússia, informaram agências de notícias.

O tribunal considerou os três homens --os britânicos Aiden Aslin e Shaun Pinner e o marroquino Brahim Saadoun-- culpados de "atividades mercenárias e cometerem ações destinadas a tomar o poder e derrubar a ordem constitucional da RPD", disse a agência de notícias Interfax citando um funcionário do tribunal.

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Os três homens foram capturados enquanto lutavam pela Ucrânia contra a Rússia e forças apoiadas pela Rússia depois da invasão russa em 24 de fevereiro. Seu advogado disse que eles vão recorrer da decisão.

Menos de 24 horas antes do veredicto ser proferido, Pinner e Saadoun se declararam culpados de ações destinadas à tomada violenta do poder, mostrou um vídeo compartilhado do tribunal pela agência de notícias RIA Novosti. Aslin parecia ter se declarado culpado de uma acusação menor envolvendo armas e explosivos.

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"As provas apresentadas pela promotoria neste caso permitiram ao tribunal emitir um veredicto de culpado, sem mencionar o fato de que todos os réus, sem exceção, se declararam culpados de todas as acusações", disse o juiz Alexander Nikulin a repórteres no tribunal.

"Ao proferir o veredicto, o tribunal foi guiado não apenas pelas normas e regras prescritas, mas também pelo mais importante e inabalável princípio de justiça. Foi ele que possibilitou a tomada dessa complexa e difícil decisão de aplicar uma medida excepcional de punição na forma de pena de morte", acrescentou.

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O Reino Unido disse estar profundamente preocupado.

"Dissemos continuamente que os prisioneiros de guerra não devem ser explorados para fins políticos", disse o porta-voz do primeiro-ministro Boris Johnson.

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O porta-voz de Johnson disse que, de acordo com as Convenções de Genebra, os prisioneiros de guerra têm direito à imunidade de combate e não devem ser processados por participação em hostilidades.

Os cidadãos britânicos Aslin e Pinner foram capturados pelas forças apoiadas pelos russos em Mariupol em abril, durante uma luta amarga pelo controle da cidade.

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O marroquino Saadoun se rendeu em março enquanto lutava em uma pequena cidade entre Mariupol e a capital regional de Donetsk.

Durante o processo, os três homens foram mantidos em uma jaula com barras pretas, guardados por soldados com o rosto coberto e usando braçadeiras com o símbolo Z pró-guerra, antes de serem convidados a ficar de pé enquanto o veredicto era lido para eles, mostrou um vídeo do tribunal publicado pela agência de notícias RIA Novosti.

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O julgamento apressado foi realizado em grande parte a portas fechadas, com informações sobre os procedimentos entregues a agências de mídia russas estatais selecionadas.

A República Popular de Donetsk é uma das duas entidades separatistas apoiadas pela Rússia na região de Donbass, no leste da Ucrânia, que a Rússia diz estar lutando para "libertar" das forças ucranianas.

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