Adesão da Ucrânia à Otan é discutida, mas decisão rápida não é esperada, diz Alemanha

A Alemanha defende que a decisão deve ser tomada após o fim do conflito ucraniano e no momento oportuno

Jens Stoltenberg
Jens Stoltenberg (Foto: Wikimedia Commons/Thomas Wolf)


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247 - O presidente da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, afirmou que todos os 31 membros da aliança militar concordaram com nova rodada de expansão para incluir a Ucrânia. 

Um dos motivos da operação militar especial russa no país, que busca neutralizar estrategicamente Kiev, é o temor que a Ucrânia torne-se uma base para atacar a Rússia. A Otan é a principal fornecedora de equipamentos militares para Kiev, que também não esconde seu desejo de se integrar à aliança. 

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“Todos os aliados da Otan concordaram que a Ucrânia se tornará membro”, disse Stoltenberg, antes da reunião do Grupo de Contato de Defesa da Ucrânia na Base Aérea de Ramstein, na Alemanha, nesta sexta-feira (21). “O presidente (Volodymyr) Zelensky tem uma expectativa muito clara, discutimos isso".

Stoltenberg disse ainda que a guerra deve continuar por tempo indeterminado. “Tanto a questão da adesão, mas também as garantias de segurança e, claro, a Ucrânia precisa de segurança. Porque ninguém pode dizer quando e como esta guerra termina. Mas o que sabemos é que, quando a guerra acabar, precisamos garantir que a história não se repita", acrescentou. 

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No entanto, a Alemanha, membro da Otan, destacou que a adesão da Ucrânia à aliança não será rápida. 

Os membros da Otan estão discutindo a possível adesão da Ucrânia ao bloco, mas esta decisão será tomada mais tarde, uma vez que não está na agenda no momento, disse a porta-voz do governo alemão, Christiane Hoffmann, na sexta-feira.

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"A adesão [da Ucrânia] é discutida pelos parceiros da Otan, mas esta decisão não está na agenda", disse Hoffmann durante uma entrevista coletiva quando solicitada a comentar a declaração de Stoltenberg.

Hoffmann referiu-se à recente declaração do ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, de que a adesão da Ucrânia à Otan não seria discutida durante a reunião do Grupo de Contato de Defesa da Ucrânia. Segundo Pistorius, a decisão deve ser tomada após o fim do conflito ucraniano e no momento oportuno, e não por solidariedade.

Em setembro, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, anunciou que a Ucrânia estava se candidatando para ser acelerada para ingressar na Otan. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Moscou estava monitorando de perto a situação e lembrou que a orientação de Kiev em relação à aliança foi uma das razões para o início da operação militar da Rússia na Ucrânia em fevereiro de 2022. (Com Sputnik). 

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