Tiroteio em escola nos EUA provoca 27 mortes
Um atirador abriu fogo nesta sexta-feira em uma escola primária em Newtown, em Connecticut, matando 26 pessoas. Ele também foi morto. Entre as vítimas estão 18 crianças
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Por Chris Kaufman
NEWTOWN, Estados Unidos, 14 Dez (Reuters) - Um homem fortemente armado abriu fogo contra alunos e funcionários de uma escola primária de Connecticut, nos Estados Unidos, matando pelo menos 26 pessoas, inclusive 18 crianças, nesta sexta-feira. Os EUA já registraram neste ano vários outros massacres com armas de fogo e vítimas aleatórias.
O autor do massacre morreu dentro da Escola Primária Sandy Hook, na localidade de Newtown, em Connecticut, na Costa Leste dos EUA, disse o tenente da polícia local Paul Vance em entrevista coletiva.
Ele não quis citar números de vítimas, mas a CBS News noticiou que havia 18 crianças e nove adultos entre os mortos, sem esclarecer se o número de mortos inclui o atirador.
Se confirmado, terá sido um dos piores massacres armados na história dos EUA. A tragédia, em plena época natalina, foi a segunda desse tipo nesta semana no país, e deve contribuir para a retomada do debate sobre o controle de armas.
Segundo o jornal New York Times, o suposto atirador abriu fogo na sala de aula onde sua mãe lecionava na escola primária, matando a mãe e 18 alunos na sala. Ele também matou outros sete adultos antes de se matar, acrescentou o Times.
A diretora e a psicóloga da escola estão entre os mortos, de acordo com a CNN. Testemunhas disseram ter escutado dezenas de tiros - houve quem falasse em mais de cem disparos. O suspeito, de 24 anos, portava quatro armas e usava colete à prova de balas, segundo a WABC.
Três pessoas foram levadas para um hospital da região em estado grave, segundo autoridades.
Uma pessoa está sob custódia policial após ser detida em um bosque próximo à escola usando calças camufladas, disse a CBS.
Imagens de TV mostraram carros de polícia e ambulâncias em frente à escola, que tem alunos na faixa dos 5 a 10 anos. Pais eram vistos correndo na direção da escola e levando seus filhos embora.
"Foi horrível", disse Brenda Lebinski, mãe de uma aluna da terceira série. "Todo mundo estava histérico - pais, alunos. Havia crianças saindo da escola ensanguentadas. Não sei se foram baleadas, mas estavam ensanguentadas."
O presidente Barack Obama foi informado e está recebendo atualizações ao longo do dia, segundo seu porta-voz, Jay Carney, que qualificou o evento de "trágico".
O porta-voz disse que as implicações do caso serão discutidas depois, mas que Obama continua comprometido em renovar a proibição do porte de armas.
Até agora, o massacre mais violento deste ano nos EUA havia ocorrido em julho, durante uma pré-estreia do novo filme do personagem Batman. Na ocasião, um ex-universitário matou 12 pessoas e feriu 58 dentro do cinema no Colorado.
Escolas são cenários frequentes de massacres desse tipo nos EUA. No pior deles, em 2007, 32 pessoas foram mortas por um ex-aluno na Universidade Virginia Tech.
Num outro caso marcante, em 1999, dois adolescentes assassinaram 12 colegas e uma professora antes de cometerem suicídio na escola de ensino médio Columbine, no Colorado.
(Reportagem adicional de Dan Burns, Chris Francescani e Peter Rudegeair)
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