Tijolaço destaca a força do dragão chinês

"O número de empresas brasileiras na China não chega a 100, embora tenhamos capacidades absolutamente necessárias a eles, como tecnologia agrícola, de petróleo, de energia elétrica, entre outras", diz o jornalista Fernando Brito, editor do Tijolaço; "Nossa elite – a acadêmica, inclusive – dá atenção quase zero a este gigante: das 75 mil bolsas do 'Ciência sem Fronteiras' as concedidas para quem busca conhecimento lá fica em ridículos 266 estudantes, oito vezes menos que na “poderosa” Hungria…"

"O número de empresas brasileiras na China não chega a 100, embora tenhamos capacidades absolutamente necessárias a eles, como tecnologia agrícola, de petróleo, de energia elétrica, entre outras", diz o jornalista Fernando Brito, editor do Tijolaço; "Nossa elite – a acadêmica, inclusive – dá atenção quase zero a este gigante: das 75 mil bolsas do 'Ciência sem Fronteiras' as concedidas para quem busca conhecimento lá fica em ridículos 266 estudantes, oito vezes menos que na “poderosa” Hungria…"
"O número de empresas brasileiras na China não chega a 100, embora tenhamos capacidades absolutamente necessárias a eles, como tecnologia agrícola, de petróleo, de energia elétrica, entre outras", diz o jornalista Fernando Brito, editor do Tijolaço; "Nossa elite – a acadêmica, inclusive – dá atenção quase zero a este gigante: das 75 mil bolsas do 'Ciência sem Fronteiras' as concedidas para quem busca conhecimento lá fica em ridículos 266 estudantes, oito vezes menos que na “poderosa” Hungria…" (Foto: Leonardo Attuch)


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O Ano Novo chinês

Por Fernando Brito, no Tijolaço

Nestes dias vazios entre o Natal e o Ano Novo, sobram amenidades  sobre tudo e todos, eu me permito a liberdade de tocar num assunto frequentemente esquecido na mídia, e não por acaso.

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Nossas relações comerciais com o mundo e seus desafios.

A mídia quase que as resume às relações financeiras, o que é compreensível, dada a profunda vinculação entre suas posições e o “mercado” das finanças.

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Ficar neste campo é tornar-se prisioneiro de uma terrível conjuntura mundial.

Como conviver na simples disputa por capitais se  temos como lidar com um crescimento da economia americana que se dá simultaneamente ao encolhimento ou estagnação do restante da economia mundial: Europa no pântano, China em desaceleração, déficits nos países produtores de petróleo, Rússia em retrocesso  e problemas sérios nos demais países emergentes?

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Não é bem assim, porém, quando se pensa em estruturas econômicas  mais do que em conjunturas- que são, de fato, estas.

É preciso lembrar que, apesar da recuperação americana e a desaceleração chinesa, a China termina o ano como a nova maior economia do mundo:  seu PIB, pelos critérios do FMI (que elimina contabilmente os desequilíbrios cambiais) , chegará a US$ 17,6 trilhões, contra US$ 17,4 tri dos EUA.

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A aceleração da implantação da operação do “Banco dos Brics”, tudo indica, será acelerada para fazer frente a este “bloco dos eu sozinho” que parece ser a opção norte-americana na economia – até com alguma resistência, reconheça-se, do próprio Federal Reserve, que frustrou o “mercado” ao, até agora, não elevar os juros internos.

Estes mecanismos de cooperação estão ganhando visibilidade.

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A China imediatamente ofereceu cooperação aos russos diante do impacto desastroso para a economia do país que teve o desabamento do preço do petróleo.

Mas não parece que isso possa significar um abandono dos seus demais relacionamentos, como faz ao anunciar hoje, através do  China Today, que “a importância da América Latina não tem diminuído devido a prioridades da China em vizinhos asiáticos e os Estados mais importantes”.

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Por isso, é de se esperar que Dilma, assim como deu prioridade – até cronológica – à decisão sobre os ministérios da área econômica, compreenda que é vital a indicação de um Ministro das Relações Exteriores que compreenda e faça compreender aos agentes econômicos nacional a importância de uma ampliação do relacionamento com os chineses.

É hora de parar com a ideia de que só é possível vender commoditiesaos chineses – claro que seu volume é e seguirá sendo imenso – e reclamar da importação de manufaturados que nos desindustrializam.

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O intercâmbio entre o Brasil e o seu maior parceiro comercial é tímido e caolho.

O número de empresas brasileiras na China não chega a 100, embora tenhamos capacidades absolutamente necessárias a eles, como tecnologia agrícola, de petróleo, de energia elétrica, entre outras.

Nossa elite – a acadêmica, inclusive – dá atenção quase zero a este gigante: das 75 mil bolsas do “Ciência sem Fronteiras” as concedidas para quem busca conhecimento lá fica em ridículos 266 estudantes, oito vezes menos que na “poderosa” Hungria…

Nem mesmo é preciso falar nas condições excepcionais para o funcionamento, aqui, de joint-ventures com as indústrias chinesas.

Claro que não se vá esperar que a China seja “boazinha” ou caridosa. Isso é próprio da mediocridade. É geopolítica, apenas.

Jeffrey Sachs, um dos mais respeitados analistas da economia mundial, assinalou, faz poucos dias”(…)enquanto a China vem crescendo em termos de economia e de geopolítica, os EUA parecem fazer o possível para desperdiçar suas próprias vantagens econômicas, tecnológicas e geopolíticas. O sistema político dos EUA foi capturado pela cobiça de suas elites ricas, cujos propósitos estreitos são reduzir o imposto sobre os indivíduos e empresas, maximizar suas imensas fortunas pessoais e tolher a liderança construtiva dos EUA no desenvolvimento econômico do resto do mundo. Eles desprezam tanto a assistência dos EUA ao mundo que deixaram as portas abertas para a nova liderança mundial da China no financiamento ao desenvolvimento.

Quem não enxergar isso, não vê o futuro.

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