Tijolaço denuncia a arrogância da direita israelense

Jornalista Fernando Brito, editor do Tijolaço, rechaça as pressões israelenses para que Dani Dayan seja nomeado embaixador no Brasil; "A ocupação de territórios palestinos por assentamento de colonos judeus é condenada pela ONU e achamada de 'anexação'”, afirma; "Nomeá-lo embaixador não é um ato diplomático. É o contrário"

Jornalista Fernando Brito, editor do Tijolaço, rechaça as pressões israelenses para que Dani Dayan seja nomeado embaixador no Brasil; "A ocupação de territórios palestinos por assentamento de colonos judeus é condenada pela ONU e achamada de 'anexação'”, afirma; "Nomeá-lo embaixador não é um ato diplomático. É o contrário"
Jornalista Fernando Brito, editor do Tijolaço, rechaça as pressões israelenses para que Dani Dayan seja nomeado embaixador no Brasil; "A ocupação de territórios palestinos por assentamento de colonos judeus é condenada pela ONU e achamada de 'anexação'”, afirma; "Nomeá-lo embaixador não é um ato diplomático. É o contrário" (Foto: Leonardo Attuch)


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A arrogância da direita israelense

O governo da direita israelense trata das suas relações internacional com a mesma intransigência com que Israel reclamava ser tratado.

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Hoje, o jornal inglês The Guardian publica as ameaças do vice-ministro de Relações Exteriores diante do desagrado brasileiro em ver indicado como embaixador Dani Dayan, um militante das ocupações de territórios palestinos pelo estado israelense.

” O embaixador anterior de Israel, Reda Mansour, deixou Brasília na semana passada e que o governo israelense disse no domingo que o Brasil corria o risco de degradar as relações bilaterais se Dayan não foram autorizados a sucedê-lo. “O Estado de Israel vai deixar o nível de relações diplomáticas com o Brasil no nível secundário, se a nomeação de Dani Dayan não for confirmada”, o vice-chanceler Tzipi Hotovely disse ao Canal 10 da TV israelense, dizendo Dayan permaneceria o único candidato.”

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israel

Se você quer avaliar o que é isso, basta pensar em que afronta seria o Brasil nomear embaixador em Israel um notório militante pró-palestinos.

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Não merece outro nome senão o de provocação e uma provocação que se dá em desrespeito não só à imensa comunidade judaica brasileira como à tradição do país, desde Oswaldo Aranha, de buscar espaço para que os perseguidos judeus da II Guerra pudessem ter seu Estado.

A ocupação de territórios palestinos por assentamento de colonos judeus é condenada pela ONU e achamada de “anexação”.

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Dayan é seu defensor e, em artigo publicado em 2012 no The New York Times foi além. Disse que “pelo contrário, pretendemos expandir os assentamentos judaicos existentes na Judéia e Samaria, e criar novos”. E se manifesta até contra a existência de um estado palestino, coisa que até a direita israelense parecia ter “engolido”: “a inserção de um Estado palestino independente entre Israel e Jordânia seria uma receita para o desastre”.

Nomeá-lo embaixador não é um ato diplomático. É o contrário.

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