The Washington Post: EUA podem se beneficiar de recessão na Europa

"Se a Rússia continuar vendendo petróleo, cortando gás para a Europa, os efeitos serão mínimos. Isso até pode ajudar", diz um representante da administração Biden

O presidente dos EUA, Joe Biden, fala durante uma cerimônia de colocação de coroa de flores para homenagear as vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001 no Pentágono em Washington, EUA, 11 de setembro de 2022
O presidente dos EUA, Joe Biden, fala durante uma cerimônia de colocação de coroa de flores para homenagear as vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001 no Pentágono em Washington, EUA, 11 de setembro de 2022 (Foto: REUTERS/Cheriss May)


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Sputnik - Os EUA podem beneficiar da recessão na Europa, em consequência do corte do fornecimento do gás russo, diz o jornal The Washington Post citando economistas e altos funcionários norte-americanos. Contudo, o país vai inevitavelmente sofrer caso a Rússia decida parar as exportações de petróleo, diz a edição.

The Washington Post cita um representante da administração Biden, falando sob anonimato. Segundo ele, o Departamento do Tesouro, em cooperação com o grupo de assessores econômicos da Casa Branca, prevê para os Estados Unidos efeitos "moderados e controlados" da recessão na Europa, uma vez que o comércio entre os EUA e a UE apenas constitui 1% do PIB norte-americano.

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"Se a Rússia continuar vendendo ao mundo o seu petróleo, cortando as exportações de gás para a Europa, os efeitos para a economia dos EUA provavelmente serão mínimos. Na realidade, isso até pode ajudar as empresas norte-americanas que extraem gás natural. Isso também pode enfraquecer a procura global, contribuindo para a redução da pressão de preços interna", diz a publicação.

 "Se a Europa mergulhar na recessão, é óbvio que a procura por uma ampla série de mercadorias vai se reduzir. Agora nos encontramos em uma situação tão perversa que pode haver momentos positivos nisso", afirmou o economista Dean Baker, referindo-se às tentativas da administração norte-americana de controlar a maior inflação dos últimos 40 anos.

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O cenário mais negativo para os EUA pode ocorrer caso a Rússia se recuse a exportar o seu petróleo, o que pode suceder caso os países ocidentais apliquem o mecanismo de limitação de preços dos combustíveis russos.

"Isso empurrará a economia para a recessão. Os preços da gasolina vão em um instante subir drasticamente, podendo atingir o recorde de cinco dólares por galão. A economia não pode absorver cinco dólares por galão [R$ 6,6 por litro]", afirma o economista Mark Zandi, da Moody’s Analytics, citado pela edição.

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"Um corte completo das exportações russas de petróleo prejudicaria seriamente a economia dos EUA, de acordo com economistas, analistas de energia e avaliações internas da Casa Branca", escreve o autor.

A secretária do Tesouro norte-americana, Janet Yellen, reconheceu no domingo (11) os riscos da alta dos preços do combustível nos próximos meses, quando a União Europeia se recusar a comprar a maior parte do petróleo russo e deixar de prestar serviços relacionados com sua transportação por via marítima. Os EUA e os seus aliados querem apenas abrir exceções para os lotes que se enquadrem nas restrições de preços.

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